O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) foi cadastrado como “usuário master” de uma conta bancária pertencente a uma empresa do advogado Willer Tomaz, que atualmente é investigado pela Polícia Federal (PF) sob suspeita de lavagem de dinheiro.
Investigação da Polícia Federal Para a PF, a permissão concedida ao parlamentar garantia “acesso operacional relevante” à movimentação financeira e “sustenta a hipótese de sua eventual participação econômica ou societária de fato na empresa”. O inquérito policial teve início originalmente no Rio Grande do Sul, focando em crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro com ligação à casa de apostas Blaze.
Com a quebra do sigilo telemático de Willer Tomaz autorizada pela Justiça, mensagens eletrônicas revelaram a conexão com o senador. Devido ao foro privilegiado de Flávio Bolsonaro, o caso precisou ser remetido para análise no Supremo Tribunal Federal (STF).
Troca de mensagens e jatinho Os registros telemáticos obtidos demonstram que uma secretária do advogado solicitou à instituição financeira a desvinculação de contas no gerenciador do perfil principal em maio de 2025, incluindo o nome do parlamentar no pedido atendido pelo banco. A empresa Alcazar Holdings, dona da conta investigada, também possui ligação com o transporte aéreo do político.
A companhia detém uma das cotas de um jato executivo utilizado por Flávio Bolsonaro e pelo advogado em um voo internacional realizado em janeiro de 2025, saindo da Flórida rumo ao território brasileiro. A aeronave contava com três proprietários na época, incluindo representantes do setor bancário e empresarial.
Posicionamentos oficiais Questionado sobre o caso, Flávio Bolsonaro negou qualquer envolvimento com a instituição financeira e declarou:
“nunca manteve conta tendo como usuário master o Sr. Willer Tomaz ou qualquer de suas empresas”.
“Toda e qualquer afirmação nesse sentido é falsa. O próprio e-mail apresentado comprova justamente que a vinculação era indevida, tanto que solicita a desvinculação. Ou seja, o pedido só reforça que qualquer possibilidade de associação existente estava errada e precisa ser corrigida”, disse o candidato.
“Essas insinuações surgem em pleno período eleitoral e exigem responsabilidade. A divulgação de Fake News é crime eleitoral e os responsáveis deverão responder na forma da lei”, completou.
Por sua vez, a defesa do advogado também rechaçou as acusações apontadas pelos investigadores da Polícia Federal. Willer Tomaz afirmou por meio de nota oficial:
“repudia as informações falsas apresentadas”.
“A conta bancária mencionada nunca lhe pertenceu. Ele jamais criou usuário em nome do senador Flávio Bolsonaro em qualquer plataforma. Entre os dois há apenas amizade, sem relação comercial ou financeira. Atribuir-lhe condutas inexistentes, com base em ilações sem comprovação, é uma grave irresponsabilidade”, disse.
“Em plena campanha eleitoral, fabricam-se mentiras com o evidente propósito de interferir no resultado do pleito. O advogado adotará todas as medidas judiciais cabíveis contra aqueles que, deliberadamente, divulgarem acusações falsas ou utilizarem informações obtidas ilicitamente para atingir sua honra e reputação”, concluiu.






