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Pesquisa quaest para presidente aponta empate técnico entre flávio e lula

Fio do Professor Felipe Nunes: análise da pesquisa Quaest para presidente de 14 de outubro

A primeira pesquisa da Quaest para o segundo turno da corrida presidencial de 2026 revela um cenário de empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula, que aparecem com 46% e 44% das intenções de voto, respectivamente. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, Flávio oscila entre 44% e 48%, enquanto Lula registra de 42% a 46% no cenário eleitoral.

Evolução dos candidatos desde o primeiro turno Na comparação com o último levantamento antes do primeiro turno, realizado em 3 de outubro, ambos os concorrentes registraram oscilações positivas. A principal retração ocorreu entre o eleitorado que pretendia votar em branco, nulo ou se abster. O recall de votos da primeira etapa refletiu com precisão o resultado das urnas, com Flávio alcançando 35% entre os eleitores aptos e Lula somando 34%, além de 22% de abstenções, brancos e nulos.

O impacto do voto útil e a movimentação dos eleitores O desempenho de Flávio no primeiro turno foi impulsionado por um forte movimento de voto útil à direita, com eleitores migrando de outras alternativas. Dentre os votos obtidos por Flávio, 7% foram decididos na última semana e 10% no próprio domingo de votação, enquanto 84% dos eleitores de Lula já haviam definido sua escolha antes do início da campanha oficial.

Entre os eleitores que optaram por outras candidaturas na primeira etapa, a maioria migrou para Flávio neste segundo turno, com exceção do público de Cury, que se divide. Contudo, o fator determinante para a disputa acirrada reside no grupo que anulou, votou em branco ou se absteve: 43% desse segmento pretendem votar em Lula e 38% em Flávio, tornando a redução da abstenção um movimento crucial para o petista.

Clima de polarização e análise do medo Indicadores mostram uma leve recuperação de Lula na comparação com a véspera do primeiro turno, refletindo no empate sobre o medo da volta da família Bolsonaro e o temor da continuidade do atual governo. Entre os jovens, o cenário também se divide igualmente em 45% para cada uma das preocupações.

As justificativas para esses temores divergem: quem rejeita Lula aponta corrupção, custo de vida e má administração. Em contrapartida, os críticos de Bolsonaro destacam rejeição pessoal à família, a tentativa de golpe, lembranças de um governo ruim e o receio do fim de programas sociais, sendo a corrupção apenas o quinto tema mais citado.

Avaliação do governo e repercussão de propostas A aprovação da gestão federal apresentou uma melhora marginal, indo para 45%, enquanto a desaprovação recuou para 48%. Diante do saldo negativo, medidas específicas ganham relevo. Entre os eleitores que conhecem as propostas, há aprovação para a proibição das bets, o fim da escala 6×1, o reajuste anual do salário mínimo e a zeragem de impostos da cesta básica. Do lado opositor, agradam a redução da maioridade penal, o tratamento de facções como terroristas e o impeachment de ministros do STF.

Metodologia e rejeição dos candidatos A reta final da campanha registra um aumento no interesse dos eleitores, com 51% declarando muita atenção ao pleito. Apesar disso, nenhum dos postulantes convenciou a maioria de que merece ocupar a presidência, e o patamar de rejeição permanece empatado dentro da margem de erro, com Lula registrando 53% e Flávio alcançando 54%.

A pesquisa Quaest ouviu 2.154 pessoas entre os dias 10 e 13 de outubro, com nível de confiança de 95% e registro na Justiça Eleitoral sob o número BR-8729/2026.

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