O Federal Reserve divulgou nesta 4ª feira (14.out.2026) que a atividade econômica dos Estados Unidos registrou pouca expansão desde a divulgação passada do Livro Bege. Conforme o levantamento, que sintetiza informações qualitativas obtidas até 5 de outubro, apenas dois dos doze distritos monitorados apresentaram avanço moderado, enquanto três permaneceram estáveis e quatro notaram aceleração na alta de preços.
Panorama da atividade nos doze distritos
O ritmo econômico apresentou variações geográficas distintas por todo o território norte-americano. O cenário foi dividido da seguinte forma pelo banco central:
crescimento moderado – Dallas e Richmond;
crescimento modesto – Cleveland, Atlanta e St. Louis;
crescimento ligeiro – Boston, Nova York, Filadélfia e Minneapolis;
atividade estável – Chicago, Kansas City e San Francisco.
Destaques do setor industrial
A indústria sobressaiu positivamente no documento. O distrito de Dallas reportou forte expansão na manufatura, ao passo que outras seis regiões identificaram avanço moderado ou modesto. O aquecimento decorre da demanda associada a semicondutores, inteligência artificial, data centers, além dos setores aeroespacial, de energia e de defesa.
Comportamento do consumo e impacto social
Os gastos das famílias oscilaram muito pouco na maior parte do país. O consumo foi mantido sobretudo por cidadãos de renda mais elevada em mais da metade dos distritos, ao passo que consumidores de menor poder aquisitivo adotaram postura cautelosa. Em Cleveland, 87% das entidades sem fins lucrativos consultadas apontaram deterioração financeira do público atendido no semestre, o patamar mais alto da série histórica.
Pressões inflacionárias e custos operacionais
O encarecimento do petróleo apareceu em todas as regiões. Companhias também sinalizaram valores elevados para o diesel e repasses de sobretaxas de frete. Além dos combustíveis, o avanço inflacionário foi impulsionado por seguros, tarifas de importação e outros insumos. Com a resistência dos compradores, empresas enfrentaram barreiras para repassar os custos integrais, sofrendo compressão nas margens de lucro e recorrendo a reajustes seletivos.
Mercado de trabalho e habitação
O nível de emprego permaneceu estável na maioria dos locais, com oferta de mão de obra considerada adequada, embora persistissem gargalos para preencher vagas técnicas e especializadas. Os salários continuaram em alta gradual, pressionados pelo custo de vida e despesas com benefícios e planos de saúde. No setor imobiliário, juros elevados e escassez de moradias limitaram as vendas residenciais, enquanto o crédito bancário demonstrou maior seletividade para pequenas empresas e novos projetos de construção.






