O governo dos Estados Unidos retirou Jorge Rodríguez da lista de pessoas submetidas a sanções norte-americanas. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 14, pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), vinculado ao Departamento do Tesouro dos EUA.
Contexto das penalidades e o papel do dirigente
O órgão não apresentou justificativa para a retirada do nome do dirigente venezuelano. Jorge é irmão da atual presidente do país, Delcy Rodríguez, e presidente da Assembleia Nacional da Venezuela. Homem forte durante o governo chavista, ele estava na lista de penalizados desde setembro de 2018, por questões relacionadas a violações dos direitos humanos.
Segundo o jornal venezuelano El Nacional, o presidente da Assembleia participou de negociações políticas que contribuíram para adiar a democratização da Venezuela. O veículo também o coloca como uma figura importante na rejeição das denúncias de fraude nas eleições de 2024 e na estrutura de repressão e censura do governo venezuelano.
A retirada das sanções representa uma mudança na situação de Rodríguez perante o Tesouro norte-americano. No momento em que o governo do ex-ditador Nicolás Maduro, foi encerrado, com a sua captura em Caracas, por forças norte-americanas, Delcy manteve um discurso em defesa da soberania venezuelana.
Aproximação diplomática e acordos de petróleo
Aos poucos, ela foi se alinhando ao governo dos EUA. Em agosto, EUA e Venezuela assinaram um acordo no qual ficou permitida a exploração do petróleo em território venezuelano por empresas norte-americanas.
Na ocasião, o presidente Donald Trump afirmou que a iniciativa poderia aumentar em até 65 bilhões de barris a reserva estratégica de seu país. Já no discurso de setembro último, na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, Delcy elogiou a negociação e disse que se tratava de uma garantia de segurança energética para o mundo. Ela também teve uma reunião particular com o presidente norte-americano, numa demonstração de que a aliança já é uma realidade.
A flexibilização das medidas restritivas consolida um novo momento nas tratativas bilaterais entre Washington e a gestão em Caracas.






