Diretórios estaduais do Partido dos Trabalhadores iniciaram a distribuição nesta terça-feira, 13, de uma carta escrita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e direcionada ao público evangélico. A divulgação do material ocorreu em grupos de apoio à campanha à reeleição e foi confirmada por fontes internas da legenda.
Preparação e lançamento oficial da mensagem A existência de cartas separadas para evangélicos e católicos foi confirmada na noite da mesma terça-feira por Edinho Silva, presidente do PT, após um encontro com lideranças políticas aliadas. Na ocasião, o dirigente partidário evitou antecipar os detalhes da mensagem.
Segundo o presidente do PT, “o texto estava sendo elaborado e o presidente tinha pedido para revisar várias coisas da proposta, então, estava em formulação”.
Apesar da circulação interna entre apoiadores, a campanha ainda não oficializou a publicação da carta nas plataformas digitais ou nos canais de comunicação com a imprensa. A divulgação ampla é aguardada para os próximos dias.
Diálogo e respeito à fé cristã No documento que tem sido compartilhado por correligionários, o chefe do Executivo ressalta que “os cristãos com quem tenho dialogado estão me ensinando que a Bíblia nos orienta a ‘seguir a verdade em amor’”.
O mandatário também pontua que “não sou evangélico, mas tenho total respeito por quem é, assim como tenho por todas as religions e profissões de fé. Temos uma coisa em comum: o compromisso de cuidar das famílias brasileiras, pois somente lares fortes podem produzir uma nação forte”.
Além disso, o candidato à reeleição reforça o interesse em aproximar-se das demandas desse segmento social. Ele destaca que pretende “escutar e atender aos anseios de vocês [evangélicos]”. “Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil”, afirma.
Ações concretas e o debate sobre as bets O texto aborda a proteção ao núcleo familiar não apenas como discurso, mas por meio de realizações governamentais. O petista relata que tem feito “a defesa das famílias brasileiras com ações concretas, como tenho feito ao longo de toda a minha jornada política, e não com discursos vazios, como muitos outros fazem”.
Entre as medidas mencionadas na carta estão a sanção da regulamentação das apostas esportivas conhecidas como bets e a discussão em torno do fim da jornada de trabalho no modelo 6×1. Para o governo, “as famílias são base do País que queremos”.
De acordo com a argumentação apresentada, “as pessoas precisam de mais tempo para descansar, ter lazer e estar em casa com os seus, fortalecendo os vínculos familiares. Para o povo evangélico, isso garante, inclusive, mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração”.
Por fim, o documento refuta críticas direcionadas à gestão e reitera a postura de tolerância e apreço pelos locais de culto. O petista diz que “jamais poderão nos acusar de estarmos comprometido (sic) com políticas que destroem vidas, que fecham templos, ou que não demonstrem respeito, como Jesus nos ensinou, que devemos amar a todas as pessoas”.






