O fim da escala 6×1 pode provocar um aumento expressivo nos custos operacionais e a precarização de serviços essenciais prestados por restaurantes, escolas, hospitais e clínicas, conforme alertou a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).
Impacto financeiro para o setor Segundo a Abrasel, os gastos com funcionários de bares e restaurantes podem subir cerca de 20% com a mudança. Mesmo empresas que já adotam a escala 5×2, com 40 horas semanais, teriam aumento de custos de 9,1%. A entidade afirma que parte dessa conta poderá chegar ao consumidor.
Críticas ao ritmo de votação Em nota divulgada nesta quarta-feira (14), a entidade criticou a mudança de posição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que passou a defender um calendário acelerado para a votação da proposta. Para a associação, a alteração no rito reduz o tempo de análise de uma medida com impactos econômicos e sociais ainda pouco conhecidos.
O presidente-executivo da associação, Paulo Solmucci, classificou os efeitos potenciais como graves e alertou para dificuldades de manter o atendimento em setores que dependem de equipes em funcionamento contínuo. A entidade também considera insuficiente o prazo de 60 dias previsto para a adaptação das empresas privadas.
Propostas alternativas em debate A Abrasel defende que a votação em segundo turno fique para depois das eleições, em 25 de outubro, para permitir uma discussão mais aprofundada. Como alternativa, apoia a chamada PEC do Trabalho Flexível, que permitiria ao empregado escolher entre o regime tradicional da CLT e uma modalidade de contratação por horas trabalhadas. Essa proposta tem o apoio de parlamentares como Rogério Marinho (PL), Damares Alves (Republicanos) e Flávio Bolsonaro (PL).






