A capital paulista começa a fiscalizar nesta terça-feira (13) a circulação de patinetes e bicicletas elétricas, aplicando sanções financeiras aos condutores que descumprirem as normas estabelecidas. Em vigor desde o mês de agosto, a regulamentação prevê uma multa no valor de R$ 130, que será diretamente vinculada ao CPF da pessoa infratora.
Operação conjunta de trânsito e segurança A fiscalização em campo será executada por agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que contarão com o suporte operacional da Guarda Civil Metropolitana (GCM). O foco principal do patrulhamento inclui coibir o trânsito irregular desses veículos autopropelidos em calçadas que são de uso exclusivo para pedestres.
Conscientização e campanhas educativas prévias Antes do início oficial das autuações, ações educativas foram realizadas para alertar a população. Durante o feriado, a Avenida Paulista registrou menor fluxo de automóveis e grande presença de praticantes de corrida, ciclistas e usuários de patinetes. Na segunda-feira (12), quem passou pelo local encontrou faixas informativas sobre limites de velocidade, enquanto equipes da CET distribuíam folhetos e orientações aos frequentadores.
Flagrantes de irregularidades na rotina da cidade Apesar das orientações, o descumprimento das leis de trânsito é recorrente em várias regiões da metrópole. Na ciclofaixa da Avenida Tancredo Neves, por exemplo, um veículo autopropelido com placa foi flagrado transitando na faixa destinada exclusivamente a motos. Outro caso ocorreu na Avenida Brigadeiro Tobias, na região central, onde um condutor invadiu a pista de ônibus.
A percepção dos cidadãos sobre a nova medida Para o contador Francisco das Chagas, o cumprimento das normas ainda é insuficiente, especialmente nas áreas de grande fluxo, destacando que a harmonia no trânsito exige cautela com quem anda a pé. “Respeito ao pedestre, né? Sempre parar no semáforo para o pedestre atravessar. Ele que tem a prioridade. Tem que ter em mente o respeito e não fazer com o outro o que não gostaria que fizesse com você”, afirmou.
Por sua vez, a bióloga Mônica Batista enxerga a fiscalização com bons olhos para trazer ordem ao tráfego desses modais. “Já tem umas pessoas sinalizando na hora da gente parar, na hora de passar na faixa”, disse Mônica. No mesmo sentido, o servidor público Fernando Vasconcelos pontua que as regras trazem segurança para quem já age corretamente. “Acho que, andando de acordo com a regra, não tem do que ter medo”, afirmou.
Diretrizes de velocidade e circulação na capital As determinações fixam limites rigorosos de velocidade e especificam onde cada modal pode transitar, variando conforme a sinalização local. Em ciclovias e ciclofaixas, a velocidade máxima permitida para bicicletas e patinetes é de 20 km/h, sendo proibido o trânsito de pedestres nesses locais.
Quando a infraestrutura cicloviária está situada sobre calçadas compartilhadas com pedestres, as bicicletas devem respeitar o limite de até 6 km/h, enquanto a circulação de patinetes é totalmente vedada. A mesma proibição para patinetes se aplica aos canteiros centrais divididos com pedestres.
Regras para vias sem ciclovias e vias rápidas Em ruas desprovidas de ciclovias ou ciclofaixas onde o limite de velocidade seja de até 50 km/h, ambos os veículos podem rodar, desde que permaneçam no canto da pista e no mesmo sentido dos carros. Os patinetes também têm acesso permitido a vias de até 40 km/h, contanto que o próprio equipamento não ultrapasse 20 km/h. Vale destacar que o tráfego de bicicletas comuns e elétricas é terminantemente proibido em rodovias sem acostamento e vias de trânsito rápido.
Reflexão sobre a responsabilidade individual A publicitária Andreza Alves ressalta que a organização do espaço urbano também depende da postura consciente de quem utiliza os equipamentos. “Eu acho que é bem organizado. Eu acho que é mais uma questão de consciência mesmo. Aqui é um local que é para bicicleta, é para bike. Se a gente está parando aqui, a gente está correndo o risco”, disse. Com o início da cobrança das multas, a prefeitura espera disciplinar o uso desses veículos e garantir maior segurança nas ruas paulistanas.






