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Prefeito de São Paulo avalia neutralidade do MDB nas eleições presidenciais

Seria um erro se o MDB tivesse apoiado Lula, diz prefeito de SP

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), avaliou que a decisão de sua legenda de adotar neutralidade no primeiro turno das eleições presidenciais foi correta, pois conseguiu contemplar as “muitas forças políticas” presentes na sigla. A declaração foi concedida em entrevista ao jornal O Globo, divulgada nesta terça-feira (13).

Posicionamento sobre o primeiro turno

Durante a entrevista, o chefe do executivo municipal detalhou sua atuação nos bastidores para evitar alianças precipitadas da legenda com a candidatura governista. “Seria um erro se tivesse apoiado o Lula”, afirmou.

O político paulistano também ressaltou a estratégia adotada pelo diretório nacional em relação às preferências partidárias na disputa. “Meu papel foi o de mostrar, para as pessoas do MDB, que esse não seria um bom caminho. O partido tem 3 ministérios, e o fato de liberar os seus diretórios para poder apoiar quem quisesse, aí sim eu acho que foi um acerto”, declarou Nunes.

Apoio a Flávio Bolsonaro

Enquanto a maioria dos diretórios estaduais optou por caminhar ao lado do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o pleito marcado para 25 de outubro, o prefeito destacou os motivos que o levaram a endossar o nome do liberal.

“[Flávio] me convenceu de que estava bem intencionado para fazer uma boa gestão, e que era um nome forte para tirar o PT, que vem fazendo uma gestão péssima, particularmente com a cidade de São Paulo”, disse o prefeito, que ainda afirmou ter sido um dos primeiros a declarar apoio ao candidato do PL.

Negociação de cargos e foco na campanha

Apesar do alinhamento firmado para a nova etapa da disputa eleitoral, o gestor municipal negou categoricamente que existam tratativas envolvendo a ocupação de espaços na Esplanada dos Ministérios em uma possível gestão do PL. “Não participei de nenhuma conversa sobre isso, não teve nada sobre isso. Eu garanto que em nenhum momento teve nenhuma condição para apoiar ou uma sugestão de nome para ministérios”, disse.

Com o encerramento da primeira etapa da corrida eleitoral, o prefeito explicou que sua atuação política ganhará um novo direcionamento estratégico. “Porque eu tive que pegar muitas frentes, a campanha do Tarcísio, da chapa de deputados e de senadores, agora a gente vai poder focar só no Flávio, mostrar para as pessoas a importância que é um alinhamento do governo federal, estadual e municipal”, disse Nunes.

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