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Polícia Federal busca diretrizes no Supremo sobre menções a magistrados em inquéritos

PF se reúne com STF sobre como tratar citações a ministros

A Polícia Federal realizou uma reunião com o Supremo Tribunal Federal nesta 3ª feira (13.out.2026) para obter orientação sobre como tratar citações a ministros da Corte em investigações em andamento.

Dúvidas sobre o fluxo de investigações

Conforme relatos de interlocutores da corporação policial, o encontro não teve a finalidade de apresentar ou entregar nenhum relatório ao STF. A convocação da reunião ocorreu com o propósito de esclarecer qual deve ser a conduta diante de referências a ministros que surgem no decorrer das apurações.

Os investigadores buscam entender o procedimento adequado quando o nome de um magistrado integra os autos. Os questionamentos colocados em pauta são diretos: essas referências devem constar dos relatórios? Quem deve avaliar a relevância das citações e decidir o que será incluído ou descartado?

Busca por respaldo institucional

A percepção interna na corporação aponta que essa definição precisa partir do próprio tribunal superior. O objetivo dos investigadores é evitar a necessidade de estabelecer, por conta própria, filtros sobre informações que envolvam integrantes da mais alta Corte do país.

Crise no STF Essa busca por diretrizes surge imediatamente após um momento sensível enfrentado no Supremo Tribunal Federal, marcado pela menção a mais de um magistrado em documentos produzidos pela corporação. O epicentro dessa tensão envolve os desdobramentos do Caso Master.

O ministro Alexandre de Moraes, por exemplo, é suspeito de ter atuado de forma ilegal para orientar e proteger Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

Um relatório da PF indicou que Vorcaro enviou 52 mensagens para o magistrado até o momento em que foi preso. Moraes respondia com textos e imagens de visualização única. Há uma série de documentos que indicam como foi o contato entre o magistrado e o ex-dono Master, que está preso sob suspeita de corrupção.

Outro ministro foi Dias Toffoli, que, enquanto relator da investigação, a PF chegou a encaminhar a ele um relatório. Durante uma sessão reservada, Toffoli deixou a relatoria do caso por ligações a Vorcaro.

Depois do que aconteceu no caso, a corporação adotou uma postura mais cautelosa: novos relatórios ou documentos sobre ministros do STF só serão produzidos com determinação expressa da própria Corte.

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