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Mulher encontrada em saco de cal no Paraná ingeriu material tóxico

Mulher encontrada desacordada dentro de saco de cal ingeriu material tóxico e sofreu ferimentos

A vítima localizada desacordada no interior de um saco de cal em Sarandi, município da região Norte do Paraná, sofreu lesões e consumiu a substância tóxica, de acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar (PM).

O transporte registrado por câmeras de segurança

O caso ocorreu no último domingo (11), quando a mulher foi transportada por seu companheiro, identificado como Leandro Gil Martins, de 40 anos. Ele utilizou uma carriola para carregar a vítima e descartou o corpo próximo ao término de uma via pública, cena que foi gravada por equipamentos de monitoramento.

As imagens captadas no Jardim Monterrey, por volta das 8h10, mostram o suspeito empurrando o carrinho de mão com o material sobre ele, exibindo apenas as pernas e os pés da vítima. Logo após abandonar a companheira inconsciente no solo, o homem deixou o local.

Socorro médico e relato à polícia

Aproximadamente 35 minutos após o abandono, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) realizaram o resgate e encaminharam a mulher para uma unidade de saúde. Na segunda-feira (12), ela seguiu internada em uma Unidade de Pronto Atendimento, sem risco de morte.

Assim que recuperou a consciência, a mulher relatou aos agentes de segurança que sofreu agressões físicas do companheiro, incluindo socos, tapas e chutes.

Prisão e defesa do suspeito

Após a identificação, equipes policiais se deslocaram até a residência de Leandro Gil Martins, onde ele acabou detido em flagrante sob suspeita de tentativa de feminicídio. No imóvel, os policiais encontraram vestígios de cal no corpo do homem e a carriola empregada no transporte.

Durante o interrogatório policial, o suspeito negou as acusações de agressão. Ao ser questionado sobre o fato de tê-la jogado na calçada, Leandro confirmou e disse que a deixou “lá mesmo”.

O delegado responsável avaliou que o investigado pode ter suposto que a companheiro havia falecido em decorrência das agressões, motivando o abandono na via pública. Posteriormente, o Ministério Público do Paraná (MP-PR) manifestou-se favorável à conversão da prisão em flagrante em preventiva, medida que foi aceita pela Justiça.

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