O mercado financeiro revisou para cima a expectativa para a inflação oficial brasileira neste ano, conforme apontam os dados da edição mais recente do Relatório Focus, divulgada nesta terça-feira, 13, por agentes consultados pelo Banco Central.
Projeção da inflação oficial
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial que mede a inflação no país, passou a ser estimado em 5,22% para este ano, mostrando uma alta em comparação com os 5,01% previstos na semana anterior.
Conforme as regras estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta central para o período é de 3%. Considerando o intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo, o limite máximo permitido é de 4,5%. Diante disso, o mercado financeiro continua esperando que o índice acabe furando o teto estipulado.
Para o ano seguinte, os economistas consultados mantiveram a projeção em 4,3%. Já para o horizonte de 2028, a taxa esperada sofreu um pequeno recuo, indo de 3,8% para 3,79%.
Cenário para o Produto Interno Bruto
No que diz respeito à atividade econômica, a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil permaneceu estacionada em 1,85% para este ano.
Para o ano seguinte, a taxa de expansão esperada continuou em 1,4%. No caso de 2028, a previsão avançou ligeiramente, passando de 1,81% para 1,83%, enquanto o ano de 2025 foi encerrado com um avanço de 2,3%, de acordo com os números repassados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Taxa Selic e câmbio
No setor monetário, a taxa básica de juros da economia, conhecida como Selic, teve sua estimativa de encerramento para este ano reduzida de 13,5% para 13,25% ao ano. Para 2027, o patamar projetado seguiu em 12% ao ano, mantendo-se em 10,5% para 2028.
Anteriormente, o Comitê de Política Monetária (Copom) havia promovido um ajuste na taxa para 13,75% ao ano em sua reunião de setembro, com o próximo encontro do colegiado agendado para os dias 3 e 4 de novembro. A taxa Selic atua como o principal mecanismo do Banco Central para conter a inflação, servindo de parâmetro para as operações no Sistema Especial de Liquidação e Custódia e balizando o mercado de crédito em geral.
Em relação à cotação da moeda norte-americana, os analistas ajustaram para baixo a previsão do dólar para este ano, passando de R$ 5,20 para R$ 5,15. Para o ano subsequente, a cotação estimada recuou de R$ 5,28 para R$ 5,26, ao passo que para o final de 2028 a expectativa permaneceu estacionada em R$ 5,30.
O documento estatístico compila as projeções econômicas obtidas até a última sexta-feira prévia à sua publicação. O boletim costuma vir a público nas segundas-feiras, mas sofreu um adiamento excepcional para esta terça-feira em decorrência do feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida, celebrado na segunda-feira, 12, reunindo análises gráficas e tendências sobre preços, câmbio, juros e atividade geral.






