O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), convidaram seus simpatizantes para uma manifestação na avenida Paulista agendada para o próximo domingo (18.out.2026), às 11h. A convocação foi divulgada por meio de um vídeo publicado nas redes sociais nesta 3ª feira (13.out).
Contexto da campanha eleitoral O protesto faz parte da estratégia da campanha de Flávio com foco no 2º turno da disputa presidencial, programado para acontecer em 25 de outubro.
Sobre o evento, o candidato afirmou: “Vai ser uma grande festa. A arrancada final para a vitória neste 2º turno”.
Disputa acirrada nas urnas A convocação para o ato público acontece logo após uma semana em que o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), principal oponente de Flávio na corrida eleitoral, liderou uma mobilização que tomou sete quarteirões da mesma avenida Paulista no último domingo (11.out). O evento petista atraiu milhares de pessoas, contando com a presença de movimentos sociais, organizações estudantis e coletivos de fãs de artistas.
No encerramento do 1º turno, realizado em 4 de outubro, Flávio conquistou 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56,1 milhões de eleitores. Enquanto isso, Lula obteve 45,16%, somando 53,9 milhões de votos. A margem de 1,87 ponto percentual entre os concorrentes representou a menor distância já registrada em uma primeira fase de eleições presidenciais desde a redemocratizzazione, em 1989, com o petista buscando reverter o cenário na votação definitiva.
Intensificação de atos pelo país Diante desse panorama, a coligação de Lula intensificou a presença nas ruas nos últimos dias, promovendo carreatas e atos públicos em diversos municípios brasileiros sob o lema da virada nas urnas.
Além da demonstração de força em São Paulo, simpatizantes do atual presidente realizaram um protesto em Copacabana, localizada no Rio de Janeiro, na 2ª feira (12.out), feriado nacional de Nossa Senhora Aparecida. Outras capitais do país, a exemplo de Curitiba, Belo Horizonte, Vitória, Recife e Goiânia, também registraram manifestações semelhantes.
A escolha do mesmo endereço onde Lula esteve recentemente para a realização do ato da direita garante a repetição do cenário na via paulistana e abre espaço para análises comparativas de público entre os dois principais grupos políticos da disputa nacional.






