O Partido da Causa Operária definiu que seus militantes e simpatizantes devem votar nulo no segundo turno da corrida ao Palácio do Planalto, que opõe o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.
A 39ª conferência nacional da legenda A deliberação foi oficializada no domingo, dia 11 de outubro de 2026, ao longo da trigésima nona Conferência Nacional do partido, sediada na capital paulista. A divulgação pública ocorreu na segunda-feira por intermédio do jornal oficial da organização política.
Críticas aos dois candidatos em disputa De acordo com a cúpula partidária, nenhuma das opções postas na mesa atende às demandas fundamentais dos operários. A sigla sustenta que caminhar ao lado de Lula equivaleria a atar o operariado a um arranjo político voltado ao atendimento das demandas do “grande capital”. Paralelamente, a postulação de Flávio Bolsonaro é rechaçada por divergir integralmente dos princípios revolucionários defendidos pela agremiação.
Ruptura com o atual mandato presidencial Historicamente aliado em pleitos passados, o grupo político avalia que o cenário se transformou profundamente ao longo do terceiro mandato do petista. As críticas centram-se na condução da economia, nas regras do arcabouço fiscal e no estreitamento de laços com grupos conservadores e com o Supremo Tribunal Federal. A legenda também afasta o argumento de que seria imperativo votar no atual mandatário para barrar a direita, priorizando a autonomia dos trabalhadores.
Posicionamento da liderança nacional Nas redes sociais, o dirigente máximo da legenda, Rui Costa Pimenta, defendeu a diretriz perante críticas de simpatizantes. “Nossa posição é pela independência de classe e pela revolução. Não vemos que o Lula neste momento preencha essas condições”, escreveu.
Histórico político e eleitoral O dirigente máximo da sigla concorreu ao cargo máximo do Executivo federal na primeira etapa do pleito, obtendo 15.024 votos, o menor montante entre os concorrentes. Com passado ligado à fundação do PT na década de 1980, ele permaneceu na antiga agremiação até o início dos anos 1990 antes de fundar a atual legenda.






