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Crise no TSE opõe Lula e Flávio Bolsonaro após liberação de canal

Nova crise no TSE gera insatisfação, opõe Lula e Flávio Bolsonaro e será discutida no lugar certo, o plenário

Um atrito institucional sacudiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e elevou a temperatura política na reta final da disputa. A controvérsia gira em torno da manutenção do canal de mensagens “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que reúne mais de 3,7 milhões de seguidores.

Divergências internas e choque de competências

O embate ganhou força quando o presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a remoção imediata da ferramenta digital. A medida, contudo, provocou forte insatisfação nos bastidores do tribunal.

Magistrados apontaram que o presidente não detinha competência para deliberar sobre o tema por meio de um procedimento administrativo. A controvérsia possuía natureza judicial e tramitava originalmente sob a relatoria do corregedor-eleitoral, ministro Villas Bôas Cuevas.

A reação do corregedor e os próximos passos

Diante da controvérsia regimental, o corregedor adotou uma postura incomum na Corte e anulou o ato do presidente do TSE, restabelecendo o canal digital. A investida jurídica do grupo político ligado ao candidato do PL argumentava que a página divulgava conteúdos falsos contra seu concorrente.

Antes da intervenção da presidência, o corregedor havia intimado a representação de Lula para prestar esclarecimentos e ordenado uma perícia técnica nas mensagens veiculadas. Com a anulação da decisão monocrática de Nunes Marques, o chefe do tribunal convocou um encontro com representantes de ambas as chapas para debater a propagação de desinformação nesta fase decisiva.

A proliferação de boatos tem sido impulsionada principalmente por apoiadores dos dois lados, e não diretamente pelos diretórios centrais. O desfecho definitivo sobre a petição apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro deve ocorrer no plenário da Corte até quinta-feira (15).

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