O governo iraniano rechaçou nesta segunda-feira (12) qualquer participação na tentativa de atentado contra a base militar da RAF Fairford, localizada no Reino Unido, ocorrida no final do mês de setembro.
Reação diplomática e investigações
O embaixador do Irã no Reino Unido, Seyed Ali Mousavi, conversou com a agência estatal IRNA para declarar que Teerã não tem nenhum vínculo com o episódio. O diplomata também assegurou que a administração iraniana mantém total disposição para colaborar com as investigações conduzidas pelas autoridades britânicas.
A manifestação ocorreu logo após o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido divulgar um comunicado oficial, endossado por mais de 25 nações — incluindo os Estados Unidos —, que responsabiliza o Irã pelo ato.
Acusações do primeiro-ministro britânico
Durante pronunciamento no Parlamento, o primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, apontou diretamente o governo iraniano como o mentor da ação terrorista.
“Posso confirmar nossa avaliação de que é altamente provável que tenha sido coordenado no Irã, quase certamente dirigido pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC). Não toleraremos essas ameaças em nosso território. Vamos reprimir o uso de redes criminosas pelo Irã, utilizando todos os nossos poderes para atingi-las e suas fontes de financiamento, e imporemos novas sanções para restringir a capacidade do Irã e da Guarda Revolucionária Islâmica de nos prejudicarem”.
O plano e a prisão de suspeitos
O episódio que motivou a crise diplomática aconteceu em 27 de setembro, quando o alvo foi a base aérea RAF Fairford, situada no sudoeste da Inglaterra e frequentemente utilizada por bombardeiros americanos em missões.
As forças de segurança interceptaram três vans supostamente carregadas com explosivos nas proximidades da instalação militar e prenderam cinco homens. Todos os suspeitos detidos são cidadãos britânicos.
Repercussão internacional e soltura sob fiança
Um dia após as prisões, os cinco investigados foram liberados sob fiança, medida que gerou forte reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Eu não teria feito isso”, disse Trump a jornalistas. “Eles têm trabalhado muito bem. Trabalharam muito próximos de nós. Sabemos tudo sobre eles. Nós não os teríamos libertado.”
Ao ser questionado se o governo iraniano estaria por trás da ação, o líder norte-americano declarou que “pode ser”, mas optou por não aprofundar o assunto. “Eu sei a resposta, posso ser muito específico, mas prefiro não dizer”, afirmou.
Desde o surgimento das primeiras suspeitas, a representação diplomática do Irã em Londres tem rechaçado as imputações, classificando as acusações divulgadas no exterior como “infundadas e maliciosas”.






