Autoridades americanas realizaram operação na casa da deputada Ilhan Omar por suposta fraude imigratória. Opositores acusam Donald Trump de abuso de poder. Agentes federais realizaram uma operação na residência da deputada federal democrata Ilhan Omar, situada na região de Washington, em Minnesota. A parlamentar é conhecida por ser uma forte crítica da gestão do presidente Donald Trump e tem sido alvo frequente de ataques verbais por parte do governo republicano.
Investigação sobre imigração
De acordo com informações obtidas por uma fonte próxima ao caso, a ação policial está ligada a uma suposta fraude imigratória. As apurações concentram-se em documentos de imigração preenchidos pelo falecido pai da congressista quando ela ainda era criança e a família chegou à América. O secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, havia declarado anteriormente que medidas seriam tomadas em relação à entrada da família da deputada no país. “Se conseguirmos provar que você não deveria estar aqui desde o início, vamos deportá-la”, afirmou Mullin em entrevista a um podcast.
Reação da parlamentar
Através das redes sociais, a deputada classificou a ação como uma instrumentalização do Estado para perseguir adversários do atual presidente americano. “Há dez anos, Trump me persegue com mentiras infundadas e campanhas de difamação”, afirmou Omar. “Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Não serei silenciada.”
Condenação por lideranças democratas
O episódio gerou forte repercussão entre políticos do Partido Democrata, que classificaram a investida como um grave abuso de poder ocorrido a poucas semanas das eleições legislativas de meio de mandato. O líder da legenda na Câmara, Hakeem Jeffries, juntamente com outros parlamentares, emitiu uma nota de repúdio. “A máquina de deportações em massa de Trump chegou à residência de uma integrante do Congresso devidamente eleita e de sua família”, destacaram os deputados em comunicado conjunto, prometendo buscar responsabilização. O governador de Minnesota, Tim Walz, também criticou a medida, afirmando que a gestão republicana tenta prejudicar opositores políticos estrategicamente antes do pleito.
Histórico de tensões
O caso ocorre em meio a um cenário de investigações e processos movidos contra diversos críticos da administração atual, incluindo nomes como o ex-diretor do FBI James Comey e o ex-assessor John Bolton. A defesa dos direitos civis tem criticado repetidamente a postura e a retórica da Casa Branca em relação a minorias e imigrantes. Em meio aos ataques e ameaças recebidos, a deputada resume o comportamento da administração federal em relação à sua trajetória política. Omar classificou a atenção que Trump dedica a ela como uma “obsessão doentia e perturbadora”.






