A equipe jurídica do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou uma manifestação no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) acusando o deputado federal André Janones (Rede-MG) de eliminar 219 postagens do grupo de WhatsApp “Exército do Lula”. O objetivo da manobra, segundo os representantes, seria impedir que a Meta e a Justiça eleitoral rastreassem a disseminação de material inverídico.
Estratégia de ocultação de provas Conforme a defesa, a faxina virtual ocorreu na madrugada de uma quinta-feira, especificamente no dia 8 de outubro de 2026, com todas as remoções concentradas em um intervalo de apenas 18 minutos. O esclarecimento foi enviado à Corte em resposta a um levantamento da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, inserido no processo judicial movido pela chapa de Flávio contra a propaganda nas redes.
Conteúdos sobre benefícios sociais O material eliminado envolvia endereços virtuais e ordens diretas para direcionar seguidores a gravações contendo inverdades a respeito do Bolsa Família e de pagamentos previdenciários. Os advogados apontam que a exclusão em massa aconteceu justamente quando começaram a circular boatos sobre uma possível investida judicial contra o canal de mensagens.
Vídeos com milhões de visualizações Entre os itens apagados estavam links e instruções de comando que levavam a vídeos com informações falsas, de acordo com a nota:
Bolsa Família – vídeo sobre cancelamento do reajuste do benefício, com 920 mil visualizações; Aposentadorias – vídeo sobre redução dos valores recebidos via aposentadoria, com 3,1 milhões de visualizações.
Apesar de os avisos terem sumido do aplicativo de conversas, a campanha pontua que os materiais audiovisuais continuaram ativos nas plataformas de internet.
Modus operandi dos administradores A nota relata que o grupo disseminava ordens diretas, como “EXPLODAM” e “COMPARTILHEM”, sempre vinculadas a links externos. Dessa forma, as inverdades ficavam hospedadas fora do aplicativo, mantendo o histórico de mensagens livre de alertas de checadores e barreiras automáticas.
O documento atribui outras 3 orientações aos administradores do canal:
“copiar e colar” o conteúdo, em vez de encaminhar, para contornar o limite de encaminhamentos do WhatsApp; alterar o sistema de sinalização das postagens; compartilhar os vídeos sem assisti-los, para inflar a relevância das publicações nos algoritmos.
Posicionamento do TSE e próximos passos Em um relatório divulgado na segunda-feira seguinte, dia 12 de outubro, a área técnica do tribunal declarou que não localizou os conteúdos falsos citados na ação durante a análise das mensagens coletadas entre os dias 2 e 11 daquele mês.
Contudo, os técnicos ponderaram que a supressão de registros atrapalhou a auditoria, além do fato de que o material de setembro ficou fora do escopo analisado. Em resposta, a equipe jurídica de Flávio garantiu que possui cópias de segurança de todo o conteúdo deletado e prometeu anexar as provas em um novo dossiê direcionado à presidência do TSE.






