O senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorre à Presidência da República, tem encontro marcado com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, 13, na capital federal. A liberação ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), revertendo a proibição que vigorava desde julho.
O contexto da prisão Jair Bolsonaro cumpre pena em regime de prisão domiciliar após ser condenado a 27 anos e três meses de reclusão, sob a acusação de envolvimento em uma suposta tentativa de golpe de Estado.
A saída da proibição Durante compromisso na Catedral de Brasília nesta segunda-feira, 12, Flávio celebrou o fim do isolamento, já que o contato físico e familiar estava suspenso havia mais de três meses. O parlamentar classificou a suspensão anterior como uma medida desprovida de embasamento jurídico e sensibilidade.
“São mais de três meses sem poder vê-lo por uma decisão, obviamente, sem critério nenhum, sem nenhuma humanidade, sem nenhum amparo legal”, declarou. O candidato à Presidência também argumentou que o veto teve a finalidade de isolar uma liderança política de seu núcleo familiar e de sua campanha eleitoral.
Expectativa pelo reencontro Demonstrando grande expectativa para a reunião familiar, o postulante ao Planalto pontuou que o foco principal será o afeto e a checagem do estado de saúde do ex-presidente, cujas condições atuais ele vinha acompanhando apenas por relatos de terceiros.
“Para dar um abraço forte nele, primeiro de tudo, ver como é que está o rosto dele, o ânimo dele com tudo o que aconteceu, que eu só estou sabendo por terceiras pessoas”, afirmou, ressaltando o desejo de olhar nos olhos do pai.
Regras impostas pelo STF A proibição original determinada por Moraes em julho ocorreu após alegações de que o ex-presidente teria descumprido determinações relacionadas a pronunciamentos em plataformas digitais. Embora tenha autorizado o restabelecimento dos contatos familiares, o magistrado manteve rigidamente as restrições quanto a manifestações e pronunciamentos públicos, mesmo que repassados por intermédio de outras pessoas.
Agenda religiosa na capital Antes de confirmar o acerto da visita, Flávio esteve presente na Missa da Equipe Organizadora e Consagração das Partículas, realizada na Catedral de Brasília. Acompanhado pela esposa, Fernanda, e pelo candidato a vice-presidente, Alfredo Gaspar, o senador compareceu a convite do cardeal e arcebispo metropolitano de Brasília, dom Paulo Cezar Costa.
O evento religioso contou ainda com as presenças de Daniella Marques, que coordena o plano econômico da campanha, e da senadora Bia Kicis (PL-DF).
A fé e a data simbólica Na ocasião, o candidato do PL mencionou que sua ida à igreja teve o propósito de externar gratidão e depositar a confiança nos rumos políticos do Brasil, fazendo um paralelo entre a data festiva e a liberação judicial.
“No dia de Nossa Senhora Aparecida, é o dia que eu estou novamente autorizado a visitar o meu pai, vítima de uma injustiça”, disse. Por fim, o político agradeceu as correntes de oração e reforçou a crença religiosa no desfecho político nacional: “Está na mão de Deus o futuro da nossa nação”, declarou.






