O ex-senador Paulo Rocha (PT-PA), que atualmente exerce o cargo de superintendente da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), foi detido no último domingo, 11, em Belém. O político foi alvo de acusações de agressão a mulheres e de provocar tumulto durante uma festa de casamento, sendo necessária a intervenção de convidados para retirá-lo do salão.
Ocorrência policial e vídeos
Registros em vídeo compartilhados nas redes sociais exibem o momento em que o petista é contido e retirado do evento após afastar uma mulher. Embora tenha sido conduzido por agentes da Polícia Militar à delegacia para a lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), a Polícia Civil ainda não confirmou a suspeita de agressão física. Após a formalização do documento, o ex-senador foi liberado e aguardará convocação da Justiça.
Além da confusão envolvendo os convidados, circulam gravações em que o ex-parlamentar aparece em estado de exaltação, proferindo insultos contra agentes da autoridade policial. Até o momento, as motivações que deram início ao desentendimento não foram esclarecidas.
Defesa e pedido de desculpas
Na segunda-feira, 12, Paulo Rocha utilizou suas redes sociais para se manifestar sobre o episódio. Em nota, o ex-senador admitiu ter perdido o controle, embora tenha refutado as acusações de ter agredido fisicamente os presentes. “Venho pedir desculpas públicas às companheiras!”, escreveu.
O superintendente da Sudam complementou a declaração: “Reconheço que me excedi, mas não agredi ninguém diretamente. Minha esposa não estava no local. Tenho vida pública exemplar! Mas neste caso errei e me excedi! Por isso peço desculpas a todas e todos!”. Após a grande repercussão do caso, o perfil oficial de Rocha no Instagram foi desativado.
Trajetória política e cargo atual
Paulo Rocha possui um longo histórico na política paraense, tendo ocupado uma cadeira na Câmara dos Deputados antes de ser eleito senador em 2014, com mais de 1,5 milhão de votos, mandato que exerceu até 2023. Atualmente, ele está à frente da Sudam, órgão que comanda desde maio de 2023, após nomeação oficial pelo governo Lula, com assinatura do então ministro da Casa Civil, Rui Costa.






