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TSE não acha fake news no canal exército do lula mas alerta risco

Área técnica do TSE diz não ter encontrado fake news no canal ‘Exército do Lula’

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (12) um relatório apontando que não encontrou novas publicações com conteúdos já considerados falsos no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, gerenciado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). O documento, elaborado pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, foi solicitado pelo presidente da corte, ministro Nunes Marques, após divergências internas sobre a ferramenta de mensagens.

Detalhes do relatório técnico

A análise focou em postagens feitas entre 2 e 11 de outubro. A equipe notou ainda que mensagens enviadas em setembro começaram a ser deletadas a partir do dia 7, atrapalhando o resgate completo do histórico.

“Não foram localizadas novas publicações que reproduzam os conteúdos examinados nos autos ressalvando o conteúdo de vídeos que, pela urgência, não foram transcritos”, diz o relatório da corte.

Estratégia de alcance e polarização

Apesar de não localizar novas mentiras nos recortes analisados, o chefe da assessoria, Frederico Alvim, chamou atenção para a capacidade de propagação das postagens, o alto volume de encaminhamentos e as instruções repassadas aos mais de 3 milhões de seguidores para enviarem o material simultaneamente em várias redes. O texto aponta que essa tática pode espalhar boatos contra Flávio Bolsonaro (PL), adversário do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno, agendado para 25 de outubro.

“Registra-se, ainda, nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”, destacou Alvim.

Histórico do impasse no tribunal

A apuração começou depois de decisões divergentes dentro da própria corte. No domingo (11), Nunes Marques mandou derrubar o canal a pedido da coligação de Flávio Bolsonaro, apontando uso da ferramenta para espalhar inverdades, como boatos sobre aposentadorias, ligações com milícias e uma suposta proposta de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Pouco tempo depois, o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, mandou reativar a página por entender que faltavam provas para o bloqueio total. Cueva manteve a proibição de divulgar mentiras já condenadas pela justiça e enviou o caso para avaliação do plenário.

Reações dos candidatos

A confusão gerou críticas dos dois lados da disputa presidencial. Antes de um evento na Avenida Paulista, Lula classificou a queda inicial da ferramenta como “absurda” e avisou que sua equipe jurídica cobraria esclarecimentos.

“Acho um absurdo. Acho que os nossos advogados vão ter que entrar com um pedido de explicação do critério, porque já há alguns dias eu estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura”, afirmou o presidente.

Em contrapartida, a chapa de Flávio Bolsonaro reprovou a reversão da medida e elogiou a postura inicial de Nunes Marques. Para tentar conter os ânimos, o chefe do TSE marcou uma reunião com os coordenadores das duas campanhas para esta terça-feira (13).

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