A Amazon iniciou conversas para comprar a Decart, uma startup voltada para a inteligência artificial, em uma transação estimada em aproximadamente US$ 7 bilhões. A notícia foi veiculada no domingo (11.out.2026) pelo jornal Wall Street Journal.
Negociação em andamento
De acordo com a publicação, o fechamento da compra pode acontecer em breve, embora o desfecho dependa do progresso das conversas e de que nenhuma proposta rival seja apresentada ao longo do processo.
Com base em São Francisco, a Decart cria softwares que facilitam a troca entre diferentes tipos de chips de inteligência artificial. Essa funcionalidade ganha importância crucial em um cenário onde corporações travam uma disputa intensa por maior capacidade computacional.
Estratégia de chips e concorrentes
A gigante do varejo e da tecnologia também projeta seus próprios semicondutores voltados para a área, a exemplo do Trainium3. O objetivo é fazer frente à Nvidia, corporação que lidera de forma absoluta o mercado de GPUs, unidades gráficas essenciais para o avanço dos sistemas inteligentes.
Conforme o periódico norte-americano, a divisão de computação em nuvem da companhia ofereceu à Decart prioridade e acesso antecipado ao chip Trainium3 ainda em 2025.
Proposta anterior da Anthropic
A Decart esteve na mira de outras empresas do ramo. Em agosto de 2026, a agência Bloomberg divulgou que a Anthropic avaliava a compra da desenvolvedora de software.
Contudo, no mês seguinte, a Anthropic optou por abandonar as tratativas. Na ocasião, a companhia interessada estimava o valor da startup em torno de US$ 6 bilhões.
Origem e modelos da Decart
A criação da Decart ocorreu em 2023 por meio de três engenheiros de Israel: os irmãos Dean e Orian Leitersdorf, além de Moshe Shalev.
No mês de maio de 2026, a organização obteve US$ 300 milhões em uma captação de recursos comandada pela Radical Ventures e pelo cofundador Jordan Jacobs.
A injeção de capital elevou o montante total arrecadado pela empresa para patamares superiores a US$ 450 milhões, alcançando um valor de mercado próximo de US$ 4 bilhões.
Além do software de gerenciamento de hardware, a startup produz os chamados modelos de mundo batizados de Lucy e Oasis, tecnologias voltadas para a criação e simulação de ambientes 3D que mimetizam a realidade.






