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Zelensky condiciona trégua em refinarias a fim de ataques russos

Zelensky aceita suspender ataques a refinarias se Rússia fizer o mesmo

O governo da Ucrânia sinalizou disposição para suspender os bombardeios direcionados a refinarias de petróleo russas, desde que Moscou adote a mesma medida em relação à rede elétrica e energética ucraniana. A proposta foi apresentada neste domingo, 11, pelo presidente Volodymyr Zelensky, que destacou a necessidade de garantias recíprocas para qualquer acordo de trégua.

Pressão dos Estados Unidos e acordo sobre combustíveis

A manifestação do líder ucraniano ocorreu após cobranças públicas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. No sábado, 10, o republicano exigiu que Kiev cessasse unilateralmente as investidas contra o setor petrolífero da Rússia, culpando tais ações pela alta nos preços globais do diesel. Trump ainda sugeriu que a Ucrânia deveria buscar uma liderança disposta a negociar acordos.

As cobranças norte-americanas coincidiram com o anúncio de um entendimento entre Washington e Vladimir Putin para ampliar a exportação de diesel russo, manobra planejada para baratear os combustíveis. A medida foi criticada por Kiev, que apontou riscos de financiamento para a máquina de guerra do Kremlin.

Intensificação dos bombardeios e arsenal russo

Enquanto as negociações diplomáticas avançam, o cenário de conflito permanece devastador no território ucraniano. Zelensky detalhou o impacto das recentes ofensivas russas contra áreas civis, residências e hospitais, mencionando tragédias em cidades como Zaporíjia, Kharkiv e Slaviansk.

Dados divulgados pela presidência ucraniana indicam o lançamento de aproximadamente 1.450 bombas aéreas, 75 mísseis e mais de 1.640 drones de ataque somente na última semana. Diante disso, o mandatário reforçou que “A verdadeira razão da guerra na Europa é a Rússia, e única ela” e reiterou as condições para a desescalada militar.

Articulação com aliados europeus

Em paralelo ao debate sobre os alvos energéticos, Kiev mantém conversas diárias com parceiros do continente europeu para o fortalecimento do sistema de defesa antiaérea e obtenção de munição para aeronaves de combate.

Nesta segunda-feira, 12, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, participa de uma reunião do Conselho de Negócios Estrangeiros da União Europeia. O encontro abordará a imposição de novas sanções econômicas contra Moscou e os avanços na integração ucraniana ao bloco europeu.

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