A Polícia Federal formalizou o indiciamento da deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) junto com outras 28 pessoas no âmbito da Operação Sem Desconto, que apura descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.
Investigação aponta desvio milionário De acordo com documentos da corporação, companhias de fachada vinculadas a parentes e testas-de-ferro da congressista teriam embolsado no mínimo R$ 11 milhões. A suspeita é de que a parlamentar funcionava como a principal estrategista política da rede criminosa, utilizando seu prestígio junto à alta cúpula do INSS para viabilizar e blindar convênios fraudulentos.
Uso de monitoramento eletrônico e situação eleitoral No mês de março, as autoridades policiais e o Ministério Público Federal requisitaram a detenção da política, mas o magistrado André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, rejeitou o pedido e impôs o monitoramento por tornozeleira eletrônica, permitindo posteriormente sua circulação estadual durante o período eleitoral.
Durante a disputa deste ano, a candidata obteve 3.600 votos e ficou de fora da Câmara dos Federais, exercendo atualmente o mandato na condição de suplente na vaga ocupada anteriormente pelo parlamentar licenciado Yury do Paredão (MDB-CE).
Posicionamento da defesa Questionada sobre o caso, a defesa jurídica declarou ter “certeza de que a conduta por ela adotada foi pautada na licitude de seus atos”.
O inquérito policial atribui à deputada os crimes de estelionato previdenciário qualificado, formação de quadrilha e ocultação de bens, enquanto o processo segue em tramitação nas instâncias superiores da Justiça.






