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Meta rejeita acusação de interferência em campanha política

Meta nega interferência na campanha de Lula

A Meta, grupo controlador do Facebook, Instagram e WhatsApp, rechaçou as acusações de manipulação eleitoral apontadas pela campanha do presidente Lula. De acordo com a corporação, as falhas técnicas relatadas pelos petistas atingiram outros locais além do Brasil e não foram direcionadas para perfis específicos.

“As alegações são simplesmente falsas e não encontram respaldo nos fatos”, afirmou a empresa, em nota neste domingo, 11.

A companhia reforçou que cumpre integralmente as normativas da Justiça Eleitoral e mantém a meta de assegurar igualdade de condições no uso de suas ferramentas digitais.

Cobrança da Justiça Eleitoral

No sábado 10, o Tribunal Superior Eleitoral determinou que a Meta apresente esclarecimentos sobre as acusações no prazo de 48 horas. A empresa deverá informar quais medidas de moderação foram aplicadas às contas de Lula e de terceiros, explicar eventuais alterações no alcance das publicações e esclarecer inconsistências nos números de visualizações.

O órgão judicial também exigiu justificativas sobre a suposta inativação da conta de anúncios dos petistas e ordenou a guarda de todos os registros e dados digitais pertinentes à investigação.

Contexto da disputa e reclamações

A polêmica surgiu após o Partido dos Trabalhadores alegar que a plataforma prejudicou a candidatura governista e beneficiou o senador Flávio Bolsonaro, opositor na disputa presidencial de segundo turno, agendada para 25 de outubro.

Entre os pontos levantados pela legenda estão a queda na entrega de postagens, obstáculos para impulsionamento e o bloqueio do perfil de anúncios oficial. A equipe jurídica do governo relata que essas instabilidades ocorrem desde os últimos meses de 2025 e aponta disparidades de desempenho entre os concorrentes.

Diante do cenário, a coordenação jurídica da campanha informou que planeja acionar a Agência Nacional de Proteção de Dados para investigar o ocorrido. Até o momento atual, não existem evidências concretas de que a empresa tecnológica tenha atuado para beneficiar qualquer um dos postulantes ao cargo.

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