O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou insatisfação com a atuação da Justiça Eleitoral no combate à desinformação e questionou a lisura de medidas tomadas pela Corte em relação à sua campanha presidencial.
Controvérsia envolvendo o WhatsApp A declaração foi dada a repórteres na capital paulista, antes de ato político na Avenida Paulista, ocasião em que o petista sinalizou que pretende cobrar esclarecimentos diretamente da presidência do tribunal.
“Vou pedir explicação ao presidente da Corte eleitoral”, disse Lula. “Estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura.”
O alvo principal da reclamação foi a ordem judicial para derrubar o canal “Exército do Lula” no WhatsApp, ferramenta gerida pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A página acumulava 3,4 milhões de seguidores e foi alvo de restrições por disseminar montagens e afirmações falsas direcionadas ao senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário do petista na disputa.
“Não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas que querem votar em mim participar”, disse o petista, que acuou o tribunal de interferência. “Não é possível.”
Ataques ao oponente e cenário eleitoral Durante a mesma interação com a imprensa, o chefe do Executivo fez novas alegações falsas contra o parlamentar liberal, afirmando que a chapa opositora planeja retirar direitos da população de baixa renda caso vença o pleito.
“Possivelmente será cortar direito do povo pobre”, disse Lula. “Cortar direito do povo pobre.”
A equipe do candidato do PL já negou veementemente tais alegações, reiterando que os programas de assistência social e ferramentas como o Pix serão preservados. O acirramento das tensões ocorre em um momento em que as pesquisas para o segundo turno indicam vantagem para o adversário, após o resultado do primeiro turno ter terminado com 47% a 45% para o bloco conservador.






