O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) protocolou neste domingo (11.out.2026) uma notícia-crime junto à Justiça Eleitoral contra Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal. De acordo com a defesa do parlamentar, o chefe da corporação teria tentado interferir no pleito ao tornar pública, bem no dia do primeiro turno, a abertura de uma investigação sobre uma suposta interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras. O teor completo da representação jurídica foi disponibilizado em documento digital de 332 kB.
Contexto da entrevista coletiva A ação judicial tem como base a entrevista coletiva na qual Rodrigues confirmou que a corporação havia acatado uma representação da AGU (Advocacia-Geral da União), repassando o caso para análise da diretoria de Inteligência. Naquela oportunidade, o dirigente máximo da PF esclareceu que o procedimento configurava apenas uma apuração preliminar, sem a instauração de um inquérito formal.
Argumentos da defesa e pedidos judiciais Os advogados de Flávio argumentam que a publicidade dada à suspeita justamente na data da votação gerou um favorecimento eleitoral indevido em benefício do PT. Diante disso, a campanha requer que o Ministério Público Eleitoral assuma a condução ou a supervisão das investigações, solicitando também o compartilhamento de documentos oficiais da AGU, da própria PF e da PGR (Procuradoria-Geral da República), além de requerer formalmente o depoimento de Rodrigues.
Origem da investigação sobre influência externa A apuração conduzida inicialmente pela Polícia Federal teve como ponto de partida uma reportagem veiculada pelo jornal britânico The Guardian. O veículo de imprensa noticiou o repasse de US$ 1 milhão por parte do governo norte-americano para o financiamento de uma iniciativa voltada a questionar deliberações do STF (Supremo Tribunal Federal). A AGU optou por encaminhar o material aos órgãos competentes com o objetivo de investigar possíveis irregularidades no aporte de recursos externos para projetos políticos internos.
Repercussão e posicionamento das autoridades O advogado-geral da União, Jorge Messias, compartilhou a matéria jornalística em suas redes sociais e afirmou que existiam “projetos políticos” no Brasil que buscavam “respaldo no exterior para confrontar a própria República”. A equipe jurídica de Flávio interpretou a postagem como uma tentativa de associar o candidato a esquemas internacionais de influência no pleito.
Encerramento do caso pela corporação Ainda durante o domingo de votação, o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Nunes Marques, declarou publicamente a ausência de indícios concretos que comprovassem qualquer tentativa de interferência internacional no processo democrático brasileiro. Três dias mais tarde, a Polícia Federal determinou o arquivamento da apuração preliminar, concluindo que o caso carecia de elementos mínimos para fundamentar a abertura de um inquérito oficial.






