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Em Tupã, irmãs trocam telas por rotina produtiva no campo

Crianças de Tupã trocam telas pela rotina no campo e se aproximam do agro

Longe de passar horas diante de celulares e computadores, três jovens moradoras de Tupã (SP) encontraram no cotidiano rural uma alternativa saudável e rentável. Filhas de trabalhadores do campo, as irmãs transformaram o contato com a terra em aprendizado prático, momentos de lazer e até pequenos negócios independentes.

Acessórios rurais e visão de negócios

A primogênita da família, Maria Augusta Freitas de Castro, de 11 anos, equilibra a rotina de aulas em tempo integral com o trabalho na propriedade. Em seus momentos livres, em vez de se prender às redes sociais, ela prefere cavalgar e cuidar do cultivo caseiro.

O ambiente virtual, no entanto, não é ignorado: Maria Augusta utiliza a internet estrategicamente para empreender. Ela confecciona pulseiras e outros adereços inspirados no estilo sertanejo. A iniciativa, que começou informalmente na escola, cresceu e hoje abastece três lojas da região. Com o dinheiro obtido, a estudante contribui com o dízimo, arca com os custos da recarga do celular e guarda economias para comprar uma sela nova.

Cultivo inteligente e comércio de hortaliças

A irmã do meio, Maria Helena Freitas Costa, de 10 anos, também descobriu sua vocação comercial na terra. Incentivada pelos pais, que construíram um canteiro inicial, a menina assumiu a responsabilidade pela horta e começou a vender a própria colheita.

Durante o processo, Maria Helena aprimorou o manejo agrícola: percebeu que o cultivo a partir de mudas garante um desenvolvimento bem mais ágil do que o plantio direto por sementes. Diariamente, logo após a escola, ela realiza as tarefas de limpeza, irrigação e manutenção dos canteiros.

Herança familiar e início precoce

O apreço pelo meio rural é um traço histórico da família Castro Alvares, que mantém viva a tradição da lida no campo há várias gerações. Esse vínculo natural já alcançou a caçula, Maria Leonora Freitas de Castro. Com apenas 3 anos de idade, a menina acompanha o dia a dia das irmãs, participa dos cuidados com as plantas e já dá seus primeiros passos na montaria.

Para as jovens, a calmaria e a proximidade com a natureza proporcionam uma qualidade de vida difícil de alcançar na rotina puramente digital. O trio defende que a experiência no agronegócio pode servir de inspiração para que outras crianças descubram novas paixões longe das telas.

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