O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), usou as redes sociais para responder a seguidores que criticaram uma gravação ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), publicada na sexta-feira (9.out.2026). Diante dos questionamentos sobre a aproximação política, o político argumentou que o registro teve natureza estritamente institucional, negando qualquer elogio ou aliança com o congressista.
Repercussão entre os eleitores e justificativa do encontro Nos comentários da publicação, apoiadores manifestaram frustração com a imagem ao lado do chefe do Legislativo. “Cleitinho, fiquei meio decepcionada com você do lado do presidente do Senado”, escreveu uma seguidora.
Em sua defesa, o senador lembrou que não votou em Alcolumbre para o comando da Casa e que atuou contra sua eleição. “Não fiz vídeo elogiando ele ou apoiando ele”, declarou, reforçando que o único propósito da conversa foi cobrar a inclusão da proposta na pauta de votações para a quarta-feira (14.out). Durante a justificativa, o parlamentar afirmou que Alcolumbre presidiria o Senado “até dezembro”, embora o mandato na liderança do órgão se estenda até fevereiro de 2027.
Divergências políticas e apoio a Flávio Bolsonaro A articulação em torno da PEC 221 de 2019 — que propõe a redução da jornada máxima para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso e veda cortes nos salários — coloca Cleitinho em rota de colisão com aliados. Alcolumbre agendou o primeiro turno de votações no plenário para o dia 14 de outubro.
Essa postura contrasta com a do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), apoiado por Cleitinho no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio se opõe à medida e defende modelos flexíveis com negociações diretas entre patrões e empregados.
Para amenizar o atrito, o político comparou a situação a um relacionamento conjugal na quinta-feira (8.out), afirmando que ama a esposa, mas diverge em certas ocasiões. Ele reiterou que manterá o respaldo a Flávio Bolsonaro e expressou o desejo de aprovar a proposta trabalhista antes de deixar o Senado para assumir o Executivo mineiro.






