Novos ataques aéreos atingiram dois importantes terminais civis na Arábia Saudita neste domingo, intensificando a grave crise geopolítica na região do Golfo Pérsico.
Escalada de conflitos no Oriente Médio Os terminais de Riade e Dammam foram alvos de mísseis em meio ao acirramento das hostilidades entre as forças sauditas e o grupo extremista Houthis, apoiado pelo Teerã. O Aeroporto Internacional Rei Khalid, situado na capital saudita, registrou o impacto de um projétil desconhecido no terminal 4, ocorrendo logo após um bombardeio anterior no mesmo local resultar em dezenas de feridos e mortos.
Reivindicação e alertas aos viajantes A autoria das ações foi assumida pelos rebeldes do Iêmen, que também relataram ofensivas contra instalações da Aramco. Antes das novas explosões, a Al Masirah TV informou sobre investidas sauditas na capital iemenita, enquanto os Houthis emitiram comunicados severos.
“Reiteramos nosso alerta a todas as companhias aéreas, especialistas, funcionários, trabalhadores e viajantes contra o uso dos aeroportos e do espaço aéreo saudita, pois são vulneráveis a ataques e se tornaram alvo de operações para nossas forças, com exceção dos aeroportos em Meca e Medina (cidades sagradas). Instamos a todos a levarem nossos avisos a sério, e a Arábia Saudita é responsável por quaisquer interceptações malsucedidas”, declarou o grupo em publicação oficial.
Impacto econômico e medidas locais O governo local confirmou as ocorrências e determinou que as instituições de ensino em Riade operem na modalidade remota ao longo da semana.
“Seguindo instruções do Ministério da Educação, todas as escolas de Riade passarão para o ensino à distância durante toda a semana”, informou o comunicado oficial enviado às famílias.
Em paralelo, o setor energético tenta manter a normalidade de eventos programados, enquanto companhias aéreas internacionais cancelam rotas e representações diplomáticas de diversos países reforçam recomendações de segurança aos seus cidadãos. Diante do cenário de instabilidade, líderes globais avaliam possíveis respostas militares à ofensiva rebelde.
“Talvez. Vamos analisar. Acabamos de saber do ataque mais recente, então vamos tomar uma decisão. Agimos muito rapidamente”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.






