Uma onda de manifestações violentas lideradas por jovens tomou grandes capitais europeias no último fim de semana, resultando em mais de 2 mil prisões e em centenas de policiais feridos. A escalada de tensão atinge cidades da Espanha, da Itália, da Bélgica, de Portugal e da Albânia, impulsionada por saques, bloqueios e destruição generalizada.
Crise econômica e revolta nas ruas
O que começou como pautas estudantis focadas no sistema de ensino rapidamente descambou para uma revolta generalizada contra a inflação e a crise habitacional que afeta o continente europeu.
França decreta medidas severas
Na França, 500 mil pessoas participaram dos atos pelo país. Grupos radicais invadiram e depredaram mais de 3 mil estabelecimentos comerciais, levando o governo francês a impor toque de recolher em diversos municípios e a avaliar a decretação de estado de emergência nacional. Somente em Paris, que registrou 110 mil manifestantes e confronto direto com as tropas de choque, a violência deixou um jovem morto por parada cardíaca e 600 policiais feridos.
Confrontos na Espanha e na Itália
Na Espanha, a polícia reprimiu a invasão de prédios públicos em Madri após protestos contra o preço dos aluguéis e despejos de idosos. Na capital espanhola, estudantes e professores entraram em greve na Universidade Complutense e ocuparam a Câmara de Comércio. Paralelamente, a polícia italiana utilizou bombas de gás e jatos de água para dispersar manifestantes no norte do país. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, repudiou a depredação das áreas urbanas em Milão, Turim e Bolonha. “Manifestar é um direito”, declarou Meloni. “Colocar nossas cidades a ferro e fogo não é.”
Tensão na Bélgica, Albânia e Portugal
Na Albânia, manifestantes incendiaram o prédio do Ministério da Educação em Tirana durante confrontos que envolveram balas de borracha e queima de lixeiras. O ministro do Interior da Bélgica, Bernard Quintin, classificou as passeatas juvenis em Bruxelas como episódios de violência pura e simples. Enquanto isso, em Portugal, ativistas montaram acampamentos em Lisboa e no Porto protestando contra uma lei que facilitou o despejo de inquilinos, deixando as forças de segurança de toda a região em prontidão máxima.






