Um participante de um ato político favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizado neste domingo (11.out.2026), na avenida Paulista, em São Paulo, rasgou publicamente uma bandeira dos Estados Unidos.
A dinâmica da destruição do símbolo estrangeiro Nas imagens compartilhadas nas redes sociais, o indivíduo surge em cima de uma banca de jornais acompanhado por outra pessoa. Ele tenta incendiar o material têxtil, rasga o objeto, golpeia o teto do estabelecimento comercial com um dos pedaços e joga os fragmentos em direção ao público presente, que reage com comemorações. Outros registros em vídeo capturaramm o momento em que manifestantes entoavam gritos de “Ei, Trump, vai tomar no cu”, direcionados ao presidente norte-americano, Donald Trump, filiado ao Partido Republicano.
Dimensão e pautas da manifestação na capital A mobilização reuniu uma multidão de simpatizantes do governo federal. Estiveram presentes figuras políticas de expressão, como o vice-presidente Geraldo Alckmin e governadores do PT que conquistaram a reeleição. A organização do evento ficou a cargo de movimentos estudantis e de entidades científicas, cujos discursos centrais enfatizaram a valorização da educação pública e o apoio ao projeto de reeleição de Lula.
Críticas internacionais e o cenário eleitoral A atmosfera do protesto também foi marcada por cartazes com críticas direcionadas a Trump, além de mensagens voltadas à defesa da ciência e do ensino. Uma das peças trazia a inscrição trocadilhata com a sigla do país norte-americano: “Latino demais para votar em quem te ‘USA’”. A soberania nacional ganhou força como mote de campanha após a imposição de tarifas comerciais aplicadas por Donald Trump a mercadorias do Brasil, gerando suspeitas por parte do governo e do Partido dos Trabalhadores sobre uma suposta interferência norte-americana no pleito para favorecer Flávio Bolsonaro, do PL. Tanto o governo dos Estados Unidos quanto Flávio Bolsonaro negam veementemente qualquer tipo de ingerência.
Desfecho na Justiça e investigações Dias antes da manifestação, em 7 de outubro, a Polícia Federal encerrou a investigação preliminar que avaliava o repasse de verbas norte-americanas para uma iniciativa voltada a críticas ao Supremo Tribunal Federal. A instituição policial determinou o arquivamento por constatar ausência de indícios suficientes para a instauração de um inquérito formal acerca de eventual influência externa no processo eleitoral brasileiro.






