Dados atualizados dos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral apontam que 441 seções eleitorais passaram por alterações em seus endereços para a disputa do 2º turno. A Justiça Eleitoral ressalta que essas modificações possuem caráter extraordinário e são evitadas sempre que viável pelos tribunais competentes.
Motivos para a alteração de endereços
De acordo com o órgão máximo da Justiça Eleitoral, as movimentações ocorrem devido a situações climáticas extremas, problemas estruturais nos prédios que não haviam sido identificados de forma prévia e demandas ligadas à segurança pública. Novas atualizações ainda podem ser enviadas pelos cartórios estaduais, mas o tribunal reforça que isso acontece “em último caso”.
A responsabilidade pelas decisões não parte da cúpula do tribunal, mas sim das zonas eleitorais, que analisam as condições locais. Em pleitos anteriores, como em 2022, o cenário foi ainda mais amplo, com 5.822 locais modificados entre uma etapa e outra em todo o território nacional.
Oscilação de números e cobranças políticas
Os registros numéricos sofreram oscilações recentes. Na sexta-feira (16.out), o balanço inicial indicava 4.300 mudanças, número que caiu para 2.033 no domingo (18.out) até atingir a marca atual. O órgão explicou que o sistema contabilizou incorretamente endereços que se mantiveram idênticos em ambos os turnos ou que refletiam trocas provisórias feitas anteriormente.
Diante da repercussão do tema nas campanhas e redes sociais, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou um pedido na segunda-feira (19.out.2026) solicitando avisos individuais aos eleitores afetados via e-mail, WhatsApp, SMS ou e-Título, além de transporte gratuito para os novos endereços.
Posicionamento dos tribunais e orientações
Os 27 tribunais regionais eleitorais emitiram uma nota conjunta no dia 19 de outubro reiterando que o objetivo principal é preservar o mesmo endereço para os votantes entre as fases do pleito.
Conforme o documento oficial, A diretriz seguida à risca pelos tribunais é, sempre que possível, não alterar o local de votação entre os turnos.
A nota acrescenta que Os principais motivos que levam os Tribunais Regionais Eleitorais a realizar essas alterações são sempre extraordinários e estão relacionados à ocorrência de situações climáticas extremas, a problemas não identificados previamente na infraestrutura dos prédios utilizados como locais de votação e a questões de segurança pública.
O presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, solicitou ampla divulgação por parte das zonas eleitorais para prevenir deslocamentos incorretos no dia da votação.
Como consultar o local de votação
Para evitar transtornos, a recomendação é verificar a seção com antecedência por meio de canais digitais:
- Aplicativo e-Título: Disponível para sistemas Android e iOS, basta fazer o login e acessar a opção “Onde votar”.
- Autoatendimento Eleitoral: Acessível pelos portais do TSE e dos tribunais regionais, indo na aba de consultas e preenchendo os dados pessoais.
- ChatVote: Assistente virtual disponível no canto inferior da página principal do TSE.
- Atendimento presencial: O cidadão também pode se dirigir diretamente ao cartório eleitoral mais próximo.






