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Homem é preso por ameaçar mulher com Pix de R$ 0,01 e entregas

Homem é preso após enviar 30 pedidos de delivery e Pix de R$ 0,01 para ameaçar mulher em SP

A Polícia Civil prendeu preventivamente um jovem de 26 anos investigado por perseguição e intimidação sistemática contra uma mulher com quem teve um relacionamento casual. O mandado foi cumprido na capital paulista após o suspeito intensificar as ações contra a vítima, moradora de Santos, no litoral do estado.

Escalada de assédio e mensagens em transações bancárias

Para contornar eventuais bloqueios de comunicação, o investigado utilizou métodos sucessivos de contato indesejado. Entre os recursos empregados, ele realizava transferências bancárias no valor de R$ 0,01 exclusivamente para enviar recados de tom intimidador no campo de identificação do pagamento. Além das transações, a vítima era alvo constante de telefonemas de números não identificados e mensagens em aplicativos.

O agressor também criou uma conta em rede social para divulgar fotos em que aparecia com a mulher e chegou a disponibilizar o contato dela em um grupo desconhecido. O ápice da perturbação ocorreu quando a vítima recebeu aproximadamente 30 pedidos de delivery em sua residência durante um mesmo dia, muitos deles com exigência de pagamento na entrega. O homem chegou a afirmar que compareceria ao imóvel para “fazer barraco”, ciente de que a atitude poderia resultar em detenção.

Mandado cumprido na capital paulista

A vítima já possuía uma medida protetiva de urgência expedida pela Justiça, a qual proibia aproximação e qualquer forma de comunicação. Um primeiro pedido de prisão preventiva chegou a ser negado pelo Judiciário. Entretanto, com a comprovação de novos atos persecutórios levados à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos, a Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher autorizou o mandado de prisão e de busca e apreensão.

A equipe policial localizou o suspeito em uma república residencial no bairro da Bela Vista, em São Paulo. De acordo com a delegada Mayla Hadid, titular da DDM de Santos, o investigado admitiu o descumprimento da restrição e alegou que a própria mulher teria estado com ele após a expedição da ordem. A autoridade ressaltou que a versão ainda não possui comprovação e salientou que a anuência da vítima não anula os efeitos de uma determinação judicial.

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