O mercado nacional de aviação civil tem perspectiva de duplicar o volume de passageiros até o ano de 2045, conforme projeções divulgadas pelo Global Market Forecast 2026-2045. A estimativa da fabricante europeia de aeronaves aponta que o tráfego doméstico brasileiro figurará entre os 20 principais fluxos globais do setor, alcançando a 18ª posição no ranking mundial de RPK, métrica que mede passageiros-quilômetro pagos.
Crescimento e novas tendências na aviação
As projeções indicam que a frequência de viagens por habitante no país passará de 0,5 para 1 por ano nas próximas duas décadas. Na avaliação da companhia, esse avanço é reflexo direto da urbanização contínua e do fortalecimento da classe média em toda a América Latina.
“O que vemos nos próximos 20 anos é um crescimento liderado pela expansão do PIB e das classes médias na região. O crescimento dos mercados domésticos será o combustível que vai animar essa alta global”, disse Barreira.
Descarbonização e mercado regional
O avanço da sustentabilidade também foi destaque durante a apresentação das diretrizes para o setor aéreo. O executivo apontou o arcabouço regulatório brasileiro como referência para a transição energética na aviação comercial da América Latina.
“Creio que o país mais avançado na região hoje é o Brasil. O Brasil já possui um arcabouço legal aprovado para a adoção do Combustível Sustentável de Aviação e iniciará, a partir do ano que vem, as obrigações de consumo por parte das companhias aéreas”, declarou.
Para atender à nova demanda regional, que deve crescer 3,4% ao ano, a fabricante estima a entrega de 2.720 novos aviões para o mercado latino-americano até 2045, priorizando aeronaves de corredor único para expansão e modernização das frotas.






