O requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito voltada a apurar supostas irregularidades envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger já conta com 50 apoios formalizados no parlamento brasileiro.
Detalhes do requerimento e metas no Congresso
A proposta, encabeçada pela deputada Coronel Fernanda (PL-MT), tem como foco central investigar suspeitas de corrupção, tráfico de influência, favorecimento indevido e o eventual uso da máquina pública federal em benefício de interesses particulares.
Atualmente, o documento possui o respaldo de 39 deputados federais e 11 senadores. Contudo, para que a CPMI seja oficialmente protocolada, a legislação exige o aval mínimo de 171 deputados e 27 senadores. Dessa forma, faltam 132 assinaturas na Câmara dos Baixos e 16 adesões no Senado Federal para atingir o quórum necessário.
Impacto de entrevista e investigação da Operação Sem Desconto
A arrancada na coleta de assinaturas foi impulsionada por declarações da lobista Roberta Luchsinger. Em entrevista concedida à CNN Brasil no sábado, 17, ela sinalizou a intenção de firmar um acordo de colaboração premiada, afirmando que poderia somar dados inéditos às apurações e que não pouparia o presidente nem seu filho. Cabe ressaltar que a manifestação de interesse não representa a formalização jurídica de uma delação.
Tanto Lulinha quanto a empresária são alvos de apurações decorrentes dos desdobramentos da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de fraudes ligadas a benefícios previdenciários do INSS. Ambos os investigados negam veementemente a prática de qualquer ilícito.
Em manifestação oficial, o presidente da República refutou as acusações e declarou que “desconhece inteiramente” as supostas tratativas citadas pela empresária, além de negar qualquer proximidade ou envolvimento com ela.
Pedidos de proteção institucional
Enquanto a articulação política avança no Legislativo, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que comanda a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, tomou medidas adicionais diante de relatos de intimidação.
A parlamentar emitiu cinco ofícios formais exigindo a análise de mecanismos de segurança para a empresária e suas duas filhas. De acordo com a assessoria da senadora, os pedidos foram enviados ao Supremo Tribunal Federal, à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e às pastas ministeriais da Justiça e dos Direitos Humanos.






