A fatia da produção de petróleo pertencente à União nos campos do pré-sal registrou um salto impressionante de 86,3% em um ano, alcançando a marca de 313 mil barris por dia em agosto. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19.out.2026) por meio do Boletim Mensal da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA). Apesar da forte alta na comparação anual, houve uma retração de 4,5% em relação ao mês de julho deste ano.
Detalhamento dos contratos de partilha
Do total contabilizado pela estatal, 285 mil barris diários referem-se estritamente à parcela federal em contratos sob o regime de partilha. O levantamento abrange 9 Contratos de Partilha de Produção e 4 Acordos de Individualização da Produção (AIPs).
No segmento de gás natural, a quantidade destinada ao governo atingiu 627 mil metros cúbicos por dia, o que representa uma expansão de 10,19% frente a julho, considerando o somatório de 5 contratos de partilha e duas AIPs. Desde o início da série histórica em 2017, a produção acumulada no regime de partilha já totalizou 1,93 bilhão de barris, sendo que 167,22 milhões de barris ficaram com a União nesse período.
Como funciona o modelo de partilha
Sob o regime de partilha, aplicado majoritariamente no pré-sal, o governo federal fica com uma fatia do petróleo e do gás extraídos pelas companhias concessionárias, volume conhecido como o “percentual do excedente em óleo”.
Enquanto a empresa operadora retém parte da extração para cobrir seus gastos — o chamado “custo em óleo” —, o excedente restante é dividido entre a União e a corporação parceira. Na prática, o Estado assume o papel de proprietário dos hidrocarbonetos, enquanto as empresas atuam na operação dos campos.
Desempenho por categorias e campos
Nos Contratos de Partilha de Produção gerenciados pela PPSA, a média geral de extração de petróleo bateu 1,9 milhão de barris diários, crescendo 3% em relação a julho e 28% no confronto anual. A fatia federal de óleo somou 285 mil barris por dia, com o campo de Mero respondendo isoladamente por mais de 75% desse montante.
No setor de gás natural dos contratos de partilha, a exportação diária atingiu 10,689 milhões de metros cúbicos, alta mensal de 11%. A proporção reservada à União foi de 430 mil m³ diários, impulsionada de forma significativa pelos campos de Búzios e Sépia.
Por fim, nos Acordos de Individualização da Produção, a extração petrolífera atingiu 36.000 barris por dia, queda de 1% no comparativo mensal, com 28.000 barris diários destinados ao governo. No gás, a cota federal alcançou 197 mil m³ por dia, registrando avanço de 23% puxado pelo excedente do campo de Tupi.






