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Galerias Lafayette são saqueadas durante protestos violentos na França

VÍDEO: Galerias Lafayette são saqueadas durante protestos na França

A filial de Bordeaux das Galerias Lafayette, um dos principais pontos turísticos e complexo de compras da França, foi alvo de saques em meio aos atos violentos que tomaram parte do país. Registros em vídeo mostraram indivíduos invadindo o interior da tradicional loja de departamentos após vândalos forçarem a entrada no local.

Violência na rua Saint-Catherine

O episódio criminoso aconteceu na rua Saint-Catherine, considerada a principal via comercial de Bordeaux. Além do famoso centro de compras, outros estabelecimentos conhecidos da região, a exemplo da Decathlon, da Intersport e da Apple Store, também foram vandalizados e saqueados. Até o momento, a administração das Galerias Lafayette não divulgou uma estimativa oficial sobre os prejuízos financeiros causados.

Origem dos atos e crise política

O cenário de instabilidade começou no mês passado a partir de protestos estudantis em escolas de ensino médio situadas nos subúrbios pobres ao norte de Paris, inicialmente motivados por reclamações sobre instalações precárias e a falta de professores. O movimento rapidamente ganhou força nacional, incorporando manifestantes revoltados com a alta no custo de vida, o encarecimento dos combustíveis, a desigualdade social e a queda na qualidade dos serviços públicos.

Essa onda de revolta popular coincide com a reta final do mandato do presidente Emmanuel Macron, cenário que deixa para trás um eleitorado profundamente polarizado e um ambiente político interno fragmentado. Os confrontos recentes escalaram a níveis alarmantes, resultando em prédios incendiados, embates diretos com as forças policiais e a impressionante marca de 2.400 detenções registradas em um único sábado.

Toque de recolher e fechamento do Louvre

Diante da escalada da violência urbana, o primeiro-ministro da França, Sébastien Lecornu, convocou uma reunião de emergência e determinou que autoridades locais adotem restrições de circulação.

“Pedi aos prefeitos que decretassem vários toques de recolher nesta noite, toques de recolher parciais”, disse Lecornu.

Embora o chefe de governo não tenha detalhado quais municípios específicos receberam a ordem de restrição, a medida buscou conter o caos logo no início da semana. Como reflexo direto da tensão, o tradicional Museu do Louvre, localizado em Paris, amanheceu de portas fechadas após manifestantes bloquearem as entradas para demonstrar apoio aos estudantes e protestar contra “a repressão policial”.

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