A principal âncora internacional da CNN nos Estados Unidos, a jornalista Christiane Amanpour, comunicou nesta segunda-feira (19) que vai encerrar sua trajetória na emissora americana em junho de 2027, após 43 anos de dedicação à rede.
Mudanças na programação e transição A decisão foi tornada pública por meio de um comunicado oficial. “Após muitos meses de reflexão e algumas noites sem dormir, decidi me separar da CNN, minha parceira ao longo de 43 anos fantásticos!”, afirmou a jornalista. Aos 68 anos, ela conduz desde 2009 um programa de entrevistas na CNN International que leva seu próprio nome.
A atração sofrerá alterações já a partir de janeiro de 2027, quando passará a ser transmitida apenas uma vez por semana, mantendo esse formato até o término definitivo, programado para maio. Mesmo com o fim do programa de entrevistas, Amanpour seguirá atuando como repórter da emissora, realizando viagens para cobrir pautas internacionais até a data de sua saída definitiva em junho de 2027.
O anúncio interno de Mark Thompson O presidente da CNN, Mark Thompson, repassou a novidade aos colaboradores da empresa através de um memorando distribuído na manhã desta segunda-feira, destacando que o assunto vinha sendo discutido por eles há alguns meses.
“Assim como muitos integrantes da CNN que receberão a notícia hoje, lamento muito vê-la partir, mas compreendi que este é o momento certo para ela, tanto pessoal quanto profissionalmente”, escreveu Thompson. O executivo qualificou Amanpour como uma das profissionais de imprensa mais respeitadas e queridas globalmente, ressaltando que o canal terá um período adequado para homenagear sua história antes do desligamento definitivo no próximo ano.
Legado na cobertura de guerras e novos planos A repórter consolidou sua reputação profissional focando em acontecimentos internacionais e grandes confrontos armados ao redor do planeta. Seu histórico inclui a cobertura de eventos marcantes como a Primeira Guerra do Golfo, a Guerra da Bósnia, o genocídio em Ruanda, além de crises no Afeganistão, na Ucrânia e no Irã.
Em sua nota, a profissional expressou gratidão aos parceiros de profissão que a acompanharam durante toda a carreira, com ênfase nas equipes de produção e nos profissionais que estiveram ao seu lado nas coberturas externas. Ela destacou que o esforço conjunto foi essencial na busca por fatos, evidências e sensibilidade humana nas pautas veiculadas pelo canal. Por fim, Amanpour revelou que planeja se envolver em novos empreendimentos após o desligamento da emissora, reforçando que continuará a incentivar o jornalismo independente praticado pela rede.






