Um vídeo registrado no sábado (17) revelou cenas de intensa violência e confronto direto entre forças de segurança e manifestantes na praça localizada em frente à famosa Catedral de Milão, um dos pontos turísticos mais visitados da Itália. Os atos foram motivados pela insatisfação popular com o alto custo de vida no país.
Confrontos e destruição no centro turístico
Durante o protesto, grupos arremessaram diversos objetos contra as forças de segurança. Em resposta, agentes equipados para o controle de distúrbios avançaram sobre a multidão para dispersar os participantes e tentaram retirar manifestantes encapuzados de dentro da Galeria Vittorio Emanuele II, um luxuoso centro comercial vizinho à praça.
As gravações mostram policiais avançando rapidamente e imobilizando ao menos uma pessoa no chão, além de registros de fumaça e barulhos de explosão em vias próximas.
Impacto no comércio e dezenas de prisões
Imprensa local informou que o tumulto resultou em feridos e detenções. O clima de tensão obrigou o fechamento antecipado de comércios, a fuga de turistas da região central e a interrupção temporária das operações na estação de metrô Duomo.
No domingo, balanço oficial divulgado pelas autoridades apontou a detenção de 271 jovens apenas em Milão. Para conter os manifestantes, a polícia utilizou gás lacrimogêneo e jatos d’água contra centenas de pessoas encapuzadas que incendiaram lixeiras e saquearam estabelecimentos comerciais.
Escalada de violência pelo país
A onda de tumultos se espalhou por outras cidades do norte italiano no mesmo sábado, afetando localidades como Bolonha, Brescia, Bérgamo e Turim. Relatórios da polícia indicam que 28 manifestantes foram presos nessas regiões.
Diante do cenário de destruição, a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que enfrentará uma eleição no próximo ano, condenou a violência e convocou uma reunião de gabinete para esta segunda-feira com o objetivo de debater medidas de segurança.
Vagão de revolta na Europa
A onda de insatisfação também se fez notar em território francês, onde milhares de pessoas tomaram as ruas no sábado (17) para protestar contra a deterioração dos serviços públicos e a alta no custo de vida. Segundo a agência Reuters, os atos na França figuraram entre os mais violentos dos últimos anos no país.






