Home / Política / Trump avalia cúpula com Xi e Putin para encerrar conflito ucraniano

Trump avalia cúpula com Xi e Putin para encerrar conflito ucraniano

Trump negocia reunião com Xi e Putin para discutir fim de guerra na Ucrânia

O governo dos Estados Unidos estuda a possibilidade de promover uma cúpula no próximo mês reunindo o presidente Donald Trump, o líder chinês Xi Jinping e o mandatário russo Vladimir Putin. O objetivo principal da articulação seria negociar o encerramento do conflito armado na Ucrânia, conforme revelado pelas autoridades diplomáticas americanas.

Declarações em viagem ao Uzbequistão

Durante uma conversa com jornalistas em Samarcanda, no Uzbequistão, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, foi questionado a respeito de uma reportagem publicada pelo jornal The Wall Street Journal. A publicação apontava que Putin teria proposto o encontro durante um telefonema com o republicano realizado em 9 de outubro.

“Bem, não sei. Quer dizer, acho que houve conversas sobre uma reunião. Não sei se algo foi definido”, respondeu o secretário americano. “Mas o presidente deixou claro que gostaria que a guerra entre Ucrânia e Rússia acabasse. Ele quer que essa guerra termine.”

Rubio reforçou que a administração norte-americana tem se empenhado na busca por soluções pacíficas e que o chefe da Casa Blanca aceita alternativas que tragam resultados positivos para a região afetada pelos combates.

“Como vocês viram, temos nos envolvido repetidamente, ao longo de quase dois anos, na tentativa de promover ou facilitar o fim dessa guerra. E acho que o presidente está aberto a qualquer coisa que possa fazer para ajudar a pôr fim à guerra, se isso for possível. E continuaremos buscando oportunidades para fazer isso”, acrescentou.

Obstáculos diplomáticos e inteligência militar

Apesar dos esforços diplomáticos mencionados pelo representante de Washington, o andamento das tratativas ainda enfrenta barreiras significativas no cenário internacional.

“Até agora, obviamente, não fizemos o tipo de progresso que gostaríamos de ter feito, mas não foi por falta de tentativa, e o presidente continua muito comprometido com esse objetivo”, declarou Rubio.

Informações de bastidores indicam que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ficaria de fora da mesa de negociações caso o evento ocorra. Além disso, o secretário negou qualquer atrito recente envolvendo o repasse de dados estratégicos de defesa para Kiev, após questionamentos sobre declarações dadas à imprensa pela liderança ucraniana.

“Não sei de onde [Zelenski] está tirando essas coisas nem por que está dizendo essas coisas à imprensa. Vocês deveriam voltar e perguntar a ele. Não houve nenhuma pausa”, disse Rubio.

Reação severa do governo ucraniano

A reação de Kiev à possível cúpula internacional foi imediata e dura. O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, utilizou as redes sociais para criticar severamente a ideia de incluir Moscou nas discussões sem exigências prévias de cessar-fogo.

Para o diplomata ucraniano, a tratativa direta servirá apenas para inflar a projeção geopolítica do governo russo, ignorando as ações militares conduzidas contra civis.

“Convidar Putin para uma reunião desse tipo alimentaria sua necessidade de engrandecimento pessoal e lhe conferiria um status que não merece. Ele não é um líder global; é um criminoso de guerra. E a Rússia não é uma potência global; é um problema global”, escreveu Sybiha em uma publicação no X.

“Por qualquer critério pragmático ou moral, Putin não tem lugar à mesa com os presidentes Trump e Xi”, acrescentou.

Por fim, o representante da chancelaria ucraniana condicionou qualquer avanço diplomático a gestos concretos de interrupção dos ataques na região afetada pela guerra.

“A única coisa que poderia lhe garantir esse lugar seria um passo sério em direção à paz, como aceitar uma proposta de cessar-fogo antes de qualquer reunião desse tipo. Em vez disso, estamos vendo o oposto: a intensificação do terror contra civis. Enquanto continuar com esse terror, não deve haver lugar para ele em nenhuma mesa de negociação.”

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *