A Lindt & Sprüngli anunciou nesta segunda-feira (19) a saída de seu presidente-executivo, Adalbert Lechner, após enfrentar resultados fracos na Europa e duas reduções consecutivas na projeção de faturamento.
Transição na liderança da gigante do chocolate
Para ocupar o cargo de forma interina com efeito imediato, a companhia escalou o ex-presidente-executivo Dieter Weisskopf. A expectativa da empresa é anunciar um nome definitivo para a função durante o segundo trimestre de 2027.
Em nota oficial, a organização destacou que a mudança busca implementar uma nova gestão operacional para destravar um avanço sustentável e explorar novas frentes nos mercados internacionais.
Impacto das commodities e consumo em baixa
A substituição na alta cúpula reflete um cenário adverso marcado pelo encarecimento drástico da principal matéria-prima dos doces e pela retração no apetite do consumidor europeu.
Os contratos futuros da commodity na bolsa de Londres dispararam de £ 2.057 por tonelada no começo de fevereiro para £ 4.356 por tonelada em 16 de outubro. A instabilidade climática, unindo secas e excesso de chuvas em Gana e na Costa do Marfim, principais produtores globais, sustenta o encarecimento do insumo.
Além do peso no orçamento fabril, a companhia sofre com a baixa procura na Europa, com destaque negativo para Áustria, Suíça e Alemanha.
Desempenho financeiro e reação do mercado
Os investidores enfrentam um período desafiador, com os papéis da marca acumulando desvalorização de cerca de 25% no ano e nova queda de 1,7% após o anúncio da saída de Lechner, que estava no posto desde outubro de 2022.
Especialistas do banco Vontobel criticaram a demora do conselho em intervir, visto que o ex-gestor possuía forte atuação justamente nos territórios alemão e austríaco, que registram forte pressão nas vendas.
Mesmo diante da reestruturação na cúpula, um porta-voz da Lindt garantiu que o direcionamento financeiro projetado para o resultado deste ano permanece inalterado.






