A Coreia do Norte estuda reforçar sua presença militar na divisa com o país vizinho por meio da instalação de armamento tático adicional e da possível retomada de transmissões por alto-falantes.
Tensão crescente na divisa
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) por meio de um comunicado oficial publicado pela agência estatal de notícias KCNA.
Kim Yo Jong classificou a situação na região como “instável” e acusou os vizinhos de estarem ameaçando os militares norte-coreanos: “Atualmente, a situação na fronteira sul está muito instável. Os belicistas das forças armadas da República da Coreia estão ameaçando seriamente a segurança de nossos militares, disparando tiros de advertência contra eles com fuzis automáticos e metralhadoras de grosso calibre. Para lidar com a situação atual, nossa liderança militar está examinando a possibilidade de implantar mais meios de ataque tático ao longo da fronteira sul como medida preventiva e de repressão para lidar com contingências, bem como de retomar as transmissões por alto-falantes contra a Coreia do Sul, além de considerar outras medidas necessárias e apropriadas”.
Obras de fortificação e acidentes
O cenário de hostilidade tem se intensificado nas últimas semanas. Há duas semanas, as Forças Armadas da Coreia do Sul disseram que a Coreia do Norte havia mobilizado cerca de 7 mil trabalhadores este ano para instalar minas e cercas na fronteira entre os dois países, e pediu a Pyongyang que suspendesse as obras de fortificação.
De acordo com o governo sul-coreano, as minas norte-coreanas já causaram aproximadamente 50 incidentes. Uma explosão no mês passado feriu gravemente dois soldados do país.
Reação e alerta máximo
A troca de acusações reflete o clima de apreensão na região peninsular.
“As forças armadas sul-coreanas estão em alerta máximo devido às obras de fortificação da Coreia do Norte, disparando tiros de advertência e realizando transmissões por alto-falantes. E Pyongyang parece estar preocupada com o fato de que essas atividades de advertência por parte de Seul possam agravar as tensões perto da fronteira ou causar um conflito militar”, disse Lim Eul-chul, professor do Instituto de Estudos do Extremo Oriente da Universidade de Kyungnam, em Seul.
Por sua vez, Kim Yo Jong afirmou que Seul emitiu 2.870 alertas por alto-falantes e disparou 201 tiros de advertência entre 1º de agosto e 17 de outubro.






