Home / Política / Corinthians e Hypera divergem sobre valor de rescisão na Neo Química Arena

Corinthians e Hypera divergem sobre valor de rescisão na Neo Química Arena

Corinthians e Hypera divergem sobre multa da Neo Química Arena

O Corinthians e a Hypera Pharma estão em impasse em relação à quantia cobrada para romper o vínculo de naming rights da Neo Química Arena. O desacordo ocorre no momento em que a gestão alvinegra tenta viabilizar um entendimento com a Caixa Econômica Federal para liquidar o saldo devedor da construção da casa corinthiana.

Para destravar as tratativas com a instituição financeira pública, a diretoria do clube estuda repassar os direitos de batismo do estádio ao banco. Essa manobra jurídica demandaria a quebra antecipada do compromisso vigente com a farmacêutica, porém os valores de rescisão ainda geram atrito nos bastidores.

A divergência financeira e a tabela de multas

Firmada em setembro de 2020 por duas décadas e montante inicial de R$ 300 milhões, a parceria prevê penalidades financeiras decrescentes em hipótese de rescisão antecipada. A tabela estipula a quantia de R$ 47,85 milhões para o ano de 2026, patamar tomado como base pela cúpula do time paulista.

Em contrapartida, a empresa sustenta que o débito rescisório deve sofrer reajuste pelo IGP-M. Com a aplicação do índice inflacionário, a cifra saltaria para aproximadamente R$ 68 milhões, ficando 42% acima da estimativa corinthiana. A companhia preferiu não se pronunciar sobre o caso.

Alternativas para contornar o impasse

Mesmo diante do descompasso financeiro de cerca de R$ 20 milhões, a gestão do Corinthians aposta no histórico com a marca para abater o preço final, tendo sugerido um novo patrocínio e a possibilidade de a empresa explorar propriedades como o CT Joaquim Grava.

A proposta entregue à Caixa visa utilizar o potencial comercial do estádio — avaliado internamente em R$ 70 milhões anuais — para abater o débito total, estimado atualmente em R$ 630 milhões. O pacote também engloba títulos de capitalização, centralização da folha de pagamento na instituição e cartões co-brandeados para o Fiel Torcedor.

Enquanto as conversas seguem sob sigilo contratual conforme termo assinado pelas partes, o clube conseguiu congelar temporariamente os repasses obrigatórios e a retenção de bilheteria, aliviando o fluxo de caixa após utilizar parte dos recursos de contas de reserva para quitar folhas salariais em aberto.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *