O corpo do piloto Daniel da Silva de Souza Salomão, de 31 anos, que morreu após a queda de um avião em Minas Gerais, foi sepultado na Bahia neste domingo (11). O acidente ocorreu na última sexta-feira (9), quando a aeronave monomotor despencou no pátio de manutenção do metrô de Belo Horizonte, nas proximidades da Estação São Gabriel. O aviador era o único ocupante do veículo, pertencente a uma empresa do agronegócio do interior baiano.
Traslado e despedida na Bahia Familiares e amigos se reuniram em uma igreja evangélica na cidade natal da vítima para a cerimônia de despedida, marcada por grande comoção. O corpo foi transportado de Belo Horizonte para Salvador na noite de sábado (10). Embora estivesse agendado para as 13h, o velório sofreu um atraso e teve início apenas no fim da tarde, culminando no sepultamento realizado à noite.
Trajetória e planos para o futuro Com uma carreira iniciada aos 20 anos, Daniel deixou o curso de engenharia aeronáutica para se dedicar à pilotagem em São Paulo. Ele nutria o sonho de atuar em voos internacionais, estudava inglês para alcançar esse objetivo e havia recém-adquirido uma residência. Além disso, planejava se casar e realizar uma viagem com a noiva para a Disney, um passeio planejado desde o ano passado que já estava quitado.
Posicionamento da empresa e investigações Por meio das redes sociais, a Bello Fruit publicou uma nota de pesar, lamentando a perda e destacando a dedicação profissional de Daniel em Teixeira de Freitas. A companhia garantiu suporte aos familiares e prometeu total cooperação com a apuração dos fatos. A Força Aérea Brasileira, por meio do Cenipa, e a Polícia Civil mineira lideram as investigações sobre as causas da tragédia.
Detalhes do voo e do acidente A aeronave envolvida no incidente era um modelo Embraer EMB-711ST Corisco II Turbo, que havia acabado de passar por serviços de manutenção na capital mineira. De acordo com o irmão da vítima, o voo tinha caráter de teste. O plano de voo previa levar o monomotor para Teixeira de Freitas e, na sequência, para Vitória da Conquista, onde o piloto encontraria os parentes da noiva. O avião havia partido do Aeroporto da Pampulha antes de atingir a estrutura de um galpão e a rede elétrica no pátio metroviário, sem deixar outros feridos.






