O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Partido Republicano, manifestou no domingo (18.out.2026) seu apoio público à recondução de Benjamin Netanyahu, líder do partido de direita Likud, ao cargo de primeiro-ministro de Israel. A disputa pelo Parlamento israelense está agendada para 27 de outubro. Por meio de uma postagem na plataforma Truth Social, o mandatário norte-americano qualificou o aliado israelense como um “grande primeiro-ministro guerreiro”.
Repercussão do endosso entre aliados e oposição
Em resposta à manifestação, Netanyahu utilizou a rede social X para agradecer publicamente o apoio recebido e enfatizou que a continuidade da aliança estratégica com os Estados Unidos no enfrentamento ao Irã é vital para a sobrevivência do país. O premiê escreveu: “President Trump, my friend Donald – thank you for your extraordinary endorsement. Israel has never had a greater friend in the White House. Together we will never let Iran’s regime get nuclear weapons. Thank you for your clarity, courage and unwavering support.”
Em contrapartida, a interferência de Washington na política interna israelense foi alvo de duras críticas. O ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, principal adversário político na corrida eleitoral, repudiou o endosso declarado por Trump ao processo de escolha dos representantes de Israel.
Contexto das eleições de 27 de outubro
O pleito para o Knesset que ocorrerá em 27 de outubro marcará a primeira ida às urnas desde a ofensiva do Hamas deflagrada em 7 de outubro de 2023. A votação decidirá o futuro político de Netanyahu, de 76 anos, que enfrenta um cenário de desgaste devido a acusações de corrupção, falhas de segurança ligadas ao conflito e os entendimentos diplomáticos conduzidos entre Washington e Teerã. Levantamentos de intenção de voto apontam um panorama de forte polarização e ausência de um favorito claro.
Quebra de tradição diplomática
A tomada de posição do presidente norte-americano representa um afastamento da tradicional postura de neutralidade mantida pelos Estados Unidos em disputas eleitorais de outras nações. A atitude em favor de Netanyahu se alinha ao histórico recente de intervenções públicas de Trump em eleições de países como Hungria, Colômbia, Argentina, Japão e Honduras.






