O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou neste domingo (18) seu endosso político ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tenta obter vantagem na disputa parlamentar agendada para a próxima semana em Israel.
Elogios e histórico de conflitos
Trump descreveu Netanyahu como um “grande primeiro-ministro guerreiro” e parceiro diplomático, creditando a ele a aliança com Washington nos bombardeios direcionados ao Irã ocorridos em fevereiro.
As hostilidades já duram sete meses, gerando impactos severos na economia mundial de energia, destruindo estruturas fundamentais e desestabilizando países em todo o Oriente Médio.
Declarações na rede social
Através de sua conta na plataforma Truth Social, o líder norte-americano teceu grandes elogios à postura do aliado perante os adversários políticos.
“Bibi Netanyahu foi forte, corajoso e brilhante diante de uma oposição tremenda, inclusive aquela vinda do próprio Israel”, escreveu Trump.
“Apesar de tudo isso, ele perseverou e, na verdade, prosperou! Vi Bibi nos momentos mais difíceis. Homens ou mulheres comuns, em situações assim, teriam sucumbido à pressão — mas Bibi não sucumbiu. Na verdade, ficou ainda mais forte e mantém essa mesma Força hoje.”
Dirigindo-se diretamente aos eleitores, o mandatário pontuou: “Que esta Carta sirva para representar meu Apoio Completo e Total a Bibi Netanyahu em sua próxima disputa pela reeleição como primeiro-ministro de Israel.”
Impacto eleitoral e cenário político
Apesar do endosso, o posicionamento de Trump pode não representar um ganho automático de votos para o Likud, partido de direita liderado por Netanyahu, visto que a popularidade do presidente norte-americano sofreu retração em território israelense devido a desentendimentos diplomáticos recentes envolvendo o governo iraniano.
Os levantamentos de intenção de voto apontam um cenário de forte indefinição, sem favoritos claros. No sistema político israelense, a chefia de governo é definida por meio de alianças partidárias no Parlamento, e não mediante escolha direta nas urnas.
Contexto histórico da votação
O pleito será o primeiro realizado desde a ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023, evento que sacudiu a nação e desencadeou confrontos em múltiplos fronts, englobando Gaza, Líbano e Irã.
O resultado das urnas definirá se Netanyahu conseguirá estender seu mandato ou se lideranças de centro assumirão o comando do país com a promessa de mudanças na política nacional.
Após a manifestação de Washington, Netanyahu respondeu rapidamente na rede social X: “Juntos, vamos completar a missão!”
A iniciativa de Trump marca mais um rompimento com a prática diplomática tradicional dos Estados Unidos de não interferir em processos eleitorais de outras nações, repetindo gestos já adotados anteriormente em países como Hungria, Colômbia, Argentina, Japão e Honduras.






