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Zelensky critica Trump após suspensão de sanções econômicas contra a Rússia

Zelensky critica Trump por suspender sanções contra a Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou neste sábado, 17, a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suspender sanções e tarifas contra a Rússia poucos dias antes de sua entrada em vigor. Segundo o líder ucraniano, a medida favorece Moscou e incentiva a continuidade da guerra.

Repercussão da medida em Kiev

O dirigente ucraniano manifestou forte oposição à ordem executiva por meio de publicações em suas redes sociais e destacou os riscos operacionais no front. Zelensky também relatou que forças russas atacaram mais de 15 instalações de geração e transmissão de energia na sexta-feira 16, acrescentando que Moscou prepara novas ofensivas no oeste da Ucrânia. O mandatário ainda lamentou a ausência do senador Lindsey Graham, um dos principais defensores da assistência norte-americana à Ucrânia, cuja atuação havia gerado expectativas de continuidade do apoio bipartidário a Kiev.

“A decisão de desfazer tudo isso, de bloquear tudo isso, me parece errada”, escreveu Zelensky na rede social X. “Isso definitivamente ajuda apenas os russos.”

O presidente ucraniano afirmou que a suspensão das punições encoraja Vladimir Putin a intensificar os ataques. “Isso só alimenta a satisfação deles e o desejo de continuar matando pessoas”, declarou.

Impacto da Lei Graham

A decisão de Trump foi formalizada por uma ordem executiva assinada na sexta-feira, paralisando as regras da chamada Lei Graham, aprovada em setembro para ampliar a pressão econômica em razão da invasão iniciada em 2022. A legislação, defendida pelo falecido senador republicano Lindsey Graham, previa tarifas de até 100% sobre importações de nações que figuravam entre as cinco maiores compradoras de petróleo e gás russos, além de penalizar países que ajudassem Moscou a burlar barreiras comerciais. O texto original autorizava o chefe do Executivo norte-americano a suspender os bloqueios caso julgasse necessário para proteger os interesses dos Estados Unidos, prerrogativa que foi acionada em meio a preocupações de grandes compradores asiáticos, como China e Índia.

Reações internacionais e panorama político

A revogação gerou divisões políticas e comemoração diplomática. O enviado russo para investimentos, Kirill Dmitriev, classificou a suspensão como um momento histórico, argumentando que as punições ameaçavam a cooperação econômica bilateral. Em contrapartida, o deputado democrata Don Beyer acusou Trump de ceder a Putin e enfraquecer o respaldo internacional a Kiev. Analistas econômicos apontam que a flexibilização ocorre em um momento de alta sensibilidade para os custos de energia nos Estados Unidos, antecedendo as eleições legislativas norte-americanas.

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