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Governo Trump usará dois meses para analisar impacto de sanções à Rússia

EUA: Rubio diz que Trump terá 60 dias para avaliar impactos de sanções contra Rússia

O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, declarou no último sábado, 17, que a gestão de Donald Trump contará com um intervalo de dois meses para examinar as consequências econômicas, internacionais e internas de eventuais restrições severas contra Moscou e outras nações. A verificação examinará o reflexo das taxações vigentes, o encarecimento dos combustíveis e o conflito com o Irã.

Contexto da decisão sobre Moscou A medida ocorre após o republicano assinar uma diretriz paralisando punições comerciais contra o governo russo que começariam a valer no domingo, 18. O decreto mencionou motivos de defesa nacional dos Estados Unidos.

“Precisamos desse período para estudar tudo isso e determinar qual é a combinação adequada”, disse Rubio a jornalistas antes de embarcar para a Ásia Central, após Trump assinar uma ordem executiva suspendendo sanções contra Moscou que deveriam entrar em vigor neste domingo, 18.

Reações em Washington e o acordo energético A atitude do Executivo gerou forte oposição bipartidária no Capitólio. O projeto original havia passado pelo Senado com 86 votos favoráveis e apenas 11 contrários, visando taxar nações compradoras de petróleo russo para estrangular o financiamento da ofensiva militar na Ucrânia. A suspensão veio na sequência de um entendimento entre Trump e Vladimir Putin voltado à compra de diesel da Rússia para baixar os custos internos de energia nos EUA.

“Vamos resolver isso, e vocês vão entender. Mas é uma decisão muito boa, que será boa para o país e, acredito, para o mundo”, declarou durante um jantar de arrecadação de fundos na Flórida.

Protestos no Congresso americano A repercussão negativa foi imediata entre os legisladores. O senador republicano Thom Tillis classificou a escolha como “mais do que irresponsável” na rede social X, enquanto Chuck Schumer, líder da oposição democrata, acusou o chefe de Estado de auxiliar financeiramente o Kremlin. Apesar do desgaste político, uma resposta institucional imediata do Congresso fica inviabilizada devido ao recesso legislativo que se estende até o pleito de 3 de novembro.

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