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Oposição cobra proteção urgente para Roberta Luchsinger

Oposição pede inclusão de Luchsinger no programa de proteção à testemunha

No dia 17 de fevereiro, um grupo de parlamentares da oposição mobilizou diversos órgãos governamentais com o objetivo de assegurar a inclusão da lobista Roberta Luchsinger no programa de proteção à testemunha. A movimentação ocorreu logo após a empresária conceder uma entrevista à CNN Brasil, na qual detalhou aspectos de sua convivência com Lulinha e relatou ser alvo constante de intimidações violentas.

Ameaças diárias e riscos à segurança

Durante a conversa com a emissora, a depoente afirmou que chega a receber 50 ameaças de morte diariamente, além de apontar que suas filhas também viraram alvo de ameaças de estupro. As revelações motivaram uma reação imediata de parlamentares nas redes sociais e nos bastidores de Brasília.

“Eu, Zucco e Sanderson estamos assistindo juntos à entrevista de Roberta Luchsinger à CNN”, escreveu no X o senador eleito Marcel Van Hattem (Novo-RS). “Estamos solicitando imediatamente sua inclusão no programa de proteção à testemunha. As denúncias contra Lula são gravíssimas e demonstram o enorme risco de vida.”

Ações formais em órgãos federais

Em paralelo, o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-RJ), que atua como líder da oposição na Câmara, informou ter protocolado requerimentos formais em diferentes instâncias institucionais. O pacote de medidas inclui ofícios direcionados à Polícia Federal, à Procuradoria-Geral da República e ao Ministério da Justiça, exigindo salvaguardas imediatas para a empresária.

Além dos pedidos de escolta e segurança, o parlamentar enviou um requerimento de informação ao ministro da Justiça, estipulando um prazo de 30 dias para retorno sob risco de configurar crime de responsabilidade. Também foram apresentados pedidos para convocar o ministro na Comissão de Segurança Pública da Câmara e a realização de audiências públicas nas comissões de Direitos Humanos e da Mulher.

“A Oposição não vai esperar o Governo decidir se a vida dela é conveniente”, resumiu o parlamentar em publicação nas redes sociais. “Se o Estado não proteger, levamos à Comissão Interamericana. Ninguém vai calar uma testemunha neste país.”

Investigações e promessas de delação

Tanto Roberta quanto Lulinha são alvos de apurações sobre suposto tráfico de influência no contexto da operação Sem Desconto, que investiga irregularidades e fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na mesma entrevista que motivou o acionamento das autoridades, a empresária sinalizou que pretende realizar uma delação premiada e garantiu que “não vai poupar ninguém”.

“Pode ser o presidente da República, que, a meu ver, é um mau-caráter, um grande mentiroso”, disse. “Repito, um grande covarde. Não vou poupar filho de presidente, ninguém, porque o que está em questão é a verdade”.

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