O Fundo Monetário Internacional cortou as estimativas de expansão da economia chinesa para os anos de 2026 e 2027, impulsionado por um cenário de instabilidade contínua, barreiras estruturais e problemas persistentes no mercado imobiliário local.
Perspectivas atualizadas para a economia chinesa Conforme o relatório Panorama Econômico Mundial, divulgado na 3ª feira (13.out.2026) pela instituição sediada em Washington, a expectativa é de que o PIB da China avance 4,5% em 2026 e 4% em 2027. Ambas as previsões sofreram uma baixa de 0,1 ponto percentual em relação aos dados de julho. Vale lembrar que a nação registrou alta de 5% no Produto Interno Bruto durante o ano passado.
Consumo fraco e impacto no segundo trimestre A entidade apontou que a expansão de 4,3% registrada no segundo trimestre veio abaixo das expectativas iniciais, sofrendo forte pressão do consumo enfraquecido e da retração nos aportes financeiros, reflexo da crise nos imóveis. O avanço robusto das vendas externas serviu apenas para abrandar parcialmente os reflexos negativos na atividade produtiva.
“Os preços globais mais elevados do petróleo, somados à incerteza prolongada e aos obstáculos estruturais, devem pesar sobre a atividade econômica [da China neste ano]”, disse o relatório. “Espera-se que o apoio das políticas públicas impeça uma desaceleração mais acentuada.”
Panorama global e inteligência artificial Em contrapartida, o organismo internacional elevou em 0,1 ponto percentual a estimativa para a economia mundial em 2026, alcançando 3,1%.
“Os países que se beneficiam do boom de investimentos impulsionado pela inteligência artificial ou de condições favoráveis de comércio estão tendo um desempenho relativamente bom, enquanto muitas economias importadoras de energia e de baixa renda enfrentam um cenário muito mais desafiador”, declarou Deniz Igan, chefe de divisão do departamento de pesquisa do FMI.






